Prefeito Zé Martins emite Nota de Pesar pela morte do jovem bequimãoense Robertinho

O prefeito de Bequimão, Zé Martins, divulgou Nota de Pesar pela morte do jovem bequimãoense Ivalberto de Jesus Pereira Costa, carinhosamente conhecido por Robertinho, que tinha 44 anos e morreu no início da manhã desta quarta-feira (25) na cidade de Bequimão. Confira a nota acima.

por A Tribuna de Bequimão

Bequimão está entre os 10 municípios maranhenses com melhor desempenho na vacinação contra H1N1

Campanha já alcançou 31,02% do público alvo (Foto: Divulgação / Prefeitura de Bequimão)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Bequimão informou que o estoque da vacina contra o vírus influenza (H1N1) esgotou nessa terça-feira (24), no município. No anúncio, o órgão disse que já solicitou um novo lote ao Ministério da Saúde, por meio da Unidade Regional de Saúde (URS) e do Governo do Maranhão. Enquanto a nova remessa não chega, a população foi orientada a permanecer em casa, aguardando o comunicado de reabastecimento do estoque.

De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), inicialmente foram disponibilizadas 1.800 doses da vacina para Bequimão. Nesta primeira etapa, o município precisa imunizar 5.802 pessoas contra o vírus causador da gripe e seus subtipos (influenza A e B), já que a vacina é classificada como trivalente. Entre os grupos prioritários desta fase estão: crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde.

O relatório parcial de doses e cobertura, divulgado nesta quarta-feira (25) pelo DATASUS, revelou que o município já atingiu 31,02% do público alvo da primeira etapa. Esse percentual corresponde a cerca de 1800 pessoas imunizadas em apenas 48 horas. O desempenho pôs Bequimão entre os dez primeiros do Maranhão com maior percentual de vacinação. O município ocupa a sexta posição do ranking de imunização contra o vírus influenza, atrás somente de municípios como São José dos Basílios (36,06%), Nova Iorque (35,30%), Morros (34,33%), Bacuri (32,26%) e Guimarães (31,06%). Todos com público alvo inferior.

A demanda pela vacina se deve à incidência de casos do H1N1 no Estado. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Maranhão contabiliza 22 casos confirmados e uma morte pela doença. “A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, até o momento, o Maranhão contabilizou 22 casos confirmados de H1N1, por meio de exames laboratoriais. O estado notificou 10 óbitos, sendo um confirmado e dois descartados após análise das amostras feitas pelo Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS); outros sete seguem em investigação”, diz o boletim.

Mesmo não tendo eficácia contra o coronavírus, a vacina contra a influenza pode ser, ainda, uma forte aliada de profissionais da saúde na exclusão dos diagnósticos para a Covid-19, uma vez que as duas possuem sintomas semelhantes. Ao passo que reduz a previsível busca por serviços de saúde, a vacina também evita aglomerações e reduz significativamente o risco de contágio pelo coronavírus no ambiente hospitalar.

Bequimão iniciou a campanha de vacinação contra o vírus influenza (H1N1) na segunda-feira (23), com equipes da saúde espalhadas pelo município, para evitar aglomerações em tempos de coronavírus. A sede contou com quatro pontos de vacinação (Centro de Saúde Santo Antônio, Escola Minas Gerais, Escola Pedro Silva e Ginásio Poliesportivo). Já na zona rural, as equipes de imunização se concentraram nas Unidades Básicas de Saúde do Bebedouro, Mojó, Jacioca, Paricatiua, Santana e Areal).

Quase 2 mil pessoas imunizadas contra o H1N1 (Foto: Divulgação / Prefeitura de Bequimão)
por A Tribuna de Bequimão

Prefeito Zé Martins publica novo decreto com ações de enfrentamento ao coronavírus

O prefeito de Bequimão, Zé Martins, publicou nesta segunda-feira (23), o decreto nº 002/2020, com medidas para evitar o coronavírus no Município. Foram suspensas, por 15 dias, as atividades e serviços não essenciais, como academias, bares, restaurantes, lanchonetes, centro comerciais, lojas e similares. Essas determinações levam em consideração as recomendações do Ministério da Saúde para evitar aglomerações.

Baseado na declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou situação de pandemia global do coronavírus (COVID-19) e respeitando as orientações do Ministério da Saúde (MS), por meio da portaria nº. 188, de 03 de fevereiro de 2020, que declarou situação de emergência em saúde pública no Brasil, o prefeito Zé Martins entende que compete ao município disciplinar, acatar e reforçar as recomendações do Decreto nº 35.677, do Governo do Estado do Maranhão, além de complementar o Decreto Municipal nº 001/2020 publicado para evitar uma proliferação do vírus em Bequimão.

De acordo com o decreto publicado nesta segunda-feira (23), continuam funcionando, no município de Bequimão, hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimento de saúde. Além disso, vão continuar a distribuição e o comércio de alimentos pelos supermercados e similares, assim como os serviços de abastecimento de água, gás e combustíveis, serviços de coleta de lixo, limpeza da cidade, segurança oficial ou privada. O Mercado Municipal funcionará até 11h.

Já restaurantes, lanchonetes e similares poderão adotar a entrega de alimentos por Delivery (serviço de entrega) ou o cliente retirar no próprio estabelecimento. Segundo o prefeito Zé Martins, essas medidas são necessárias para diminuir a circulação das pessoas, ampliar o distanciamento social, já que essa é a única forma de prevenção e mais eficaz contra o vírus.

Ainda de acordo com o decreto, as Secretarias Municipais ficarão com horário de expediente reduzido para atendimento ao público, nos próximos 15 dias, exceto aquelas que prestam serviços essenciais à população de Bequimão.

por A Tribuna de Bequimão

Campanha de vacinação contra vírus influenza começa nesta segunda-feira

Vacina é trivalente e previne também subtipos do vírus influenza (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Bequimão, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), vai iniciar nesta segunda-feira (23) a Campanha de Vacinação contra o H1N1 e mais dois vírus causadores da gripe, no município. Nesta primeira etapa, serão imunizados três grupos prioritários: crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde.

A vacina é trivalente e protege a população dos três vírus que mais circularam pelo país em 2019: influenza (H1N1), influenza B e influenza A (H3N2). A mobilização, que aconteceria somente em abril, foi antecipada, como estratégia para frear o registro de casos de H1N1 no Maranhão. Segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado na última quinta-feira (19), o Estado já havia registrado 22 casos e uma morte pela doença este ano.

“A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, até o momento, o Maranhão contabilizou 22 casos confirmados de H1N1, por meio de exames laboratoriais. O estado notificou 10 óbitos, sendo um confirmado e dois descartados após análise das amostras feitas pelo Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS); outros sete seguem em investigação”, diz trecho do comunicado.

É importante ressaltar que a vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, mas pode ser uma forte aliada de profissionais da saúde na exclusão dos diagnósticos para Covid-19, já que as duas possuem sintomas semelhantes. Ao passo que reduz a previsível busca por serviços de saúde, a vacina também evita aglomerações e reduz significativamente o risco de contágio pelo Covid-19 no ambiente hospitalar.

Em Bequimão, a imunização vai seguir um cronograma pré-estabelecido pela Semus, que apostou na descentralização da campanha, com pontos na sede e também na zona rural do município. Além disso, está programada a vacinação domiciliar de idosos, a exemplo dos outros anos.

Vacinação domiciliar para idosos é um dos diferenciais de cobertura (Foto: Divulgação)
por A Tribuna de Bequimão

Prefeitura de Bequimão emite comunicado sobre prevenção ao coronavírus

Comunicado esclarece medidas de prevenção à pandemia (Foto: Divulgação / Semus)

A Prefeitura Municipal de Bequimão, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), emitiu comunicado nesta quinta-feira (19), informando que todas as unidades e postos de saúde do município estão funcionando normalmente. A mensagem diz que o decreto de prevenção ao coronavírus, publicado pelo prefeito Zé Martins na última terça-feira (17), reforça o compromisso do poder público local com a saúde da população bequimãoense. Para isso, dentre outras medidas, foram sustadas, por tempo indeterminado, licenças e férias dos servidores do setor no município.

Contudo, a Semus afirma que é importante reforçar recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, para que essas unidades sejam capazes de atender possíveis casos de Covid-19. Por isso, num primeiro momento, orientou que busquem atendimento médico somente os pacientes que apresentarem, simultaneamente, sintomas severos da doença, como febre, tosse e falta de ar. Além do Hospital Lídia Martins e do Centro de Saúde Santo Antônio, na sede, Bequimão conta com Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) estrategicamente localizadas em comunidades da zona rural do município: Bebedouro, Macajubal, Pontal, Jacioca, Mojó, Quindiua, Paricatiua e Santana.

Recomendações podem ajudar a evitar contágio (Foto: Divulgação / Prefeitura de Bequimão)

De posse das orientações e zelando pelo cumprimento de cada uma delas, os usuários do sistema municipal de saúde contribuem para que as equipes médicas prestem o auxílio imediato a prováveis casos que requeiram maior atenção. A atitude pode evitar aglomerações no ambiente hospitalar e reduzir significativamente os riscos de contágio e disseminação do vírus, caso ele chegue ao município.

No comunicado, a Semus acrescenta, ainda, que não há motivos para pânico, e sim que é tempo de “redobrar a atenção, agindo com cautela e preventivamente”. “O Estado do Maranhão, até o momento, não possui casos confirmados de coronavírus”, lembra o informe. Quem possui sintomas isolados como febre, garganta inflamada ou dor no corpo “deve permanecer em casa e entrar em contato com o Disque Saúde (136)”, orienta em seguida. Por fim, a Semus pede a “compreensão de todos” e afirma que ela “é fundamental para superar, com segurança, a pandemia do coronavírus”.

Município altera rotina para evitar coronavírus (Foto: Divulgação / Prefeitura de Bequimão)
por A Tribuna de Bequimão

Prefeitura de Bequimão avança na implantação do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

A Prefeitura de Bequimão, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, reuniu famílias das comunidades quilombolas Santa Tereza e Rio Grande, no dia 09 de março, para viabilizar a implantação de um novo grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Na reunião, os profissionais do município orientaram as famílias sobre a oferta do serviço.

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) tem o objetivo de realizar atendimentos em grupo. São atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. É uma forma de intervenção social planejada, que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares.

O serviço pode ser ofertado no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) ou nos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculo. Podem participar crianças, jovens e adultos; pessoas com deficiência; pessoas que sofreram violência, vítimas de trabalho infantil, jovens e crianças fora da escola, jovens que cumprem medidas socioeducativas, idosos sem amparo da família e da comunidade ou sem acesso a serviços sociais, além de outras pessoas inseridas no Cadastro Único.

Além de orientar as famílias sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, os profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social de Bequimão orientaram e realizaram inscrições dos novos usuários.

O QUE É SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA?

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço de Proteção Social Básica do SUAS, que é ofertado de forma complementar ao trabalho social com famílias realizado por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF) e do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI).

Prefeitura de Bequimão passa a fornecer transporte escolar intermunicipal a estudantes

Estudantes são beneficiados pela ampliação do serviço de transporte escolar (Foto: Divulgação)

A partir deste ano, os estudantes bequimãoenses matriculados no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – Campus Pinheiro não vão mais precisar se preocupar com as despesas de deslocamento até o município vizinho, distante 47 Km de Bequimão. Isso porque o prefeito Zé Martins autorizou a Secretaria Municipal de Administração e Transportes a fazer a contratação de duas vans para realizar o trajeto, nos períodos da manhã e da tarde.

Com a medida, Zé Martins está beneficiando 30 alunos que precisam se deslocar até Pinheiro para ter acesso ao ensino técnico profissionalizante. Ele atendeu à demanda de pais, mães e responsáveis que comprometiam parte da renda familiar para manter os filhos na escola federal.

Antes de ter o pedido atendido, os interessados no auxílio transporte se organizaram e elegeram uma comissão composta pelos seguintes membros: professor Laerte, Pinininho (mobilizador social); Fabinho (militante do Movimento Quilombola de Bequimão) e Wanderson Farias (psicólogo e articulador do Selo Unicef).

A comissão, por sua vez, submeteu a proposta à análise do prefeito Zé Martins, que prontamente atendeu ao anseio e formalizou a ampliação do serviço de transporte escolar aos estudantes bequimãoenses. As vans já começaram a fazer o trajeto até o IFMA – Campus Pinheiro, com saída da Praça 2 de Novembro, sempre às 6h e 11h30.

“Implantando o transporte escolar intermunicipal, estamos ampliando o acesso da nossa juventudade à educação. Um transporte seguro que também nos orgulhamos de oferecer em nosso município. Interrompemos o ciclo histórico dos paus-de-arara. Adquirimos sete novos ônibus e contratamos mais alguns veículos, que fazem esse trabalho e promovem o acesso integral dos estudantes à educação pública de qualidade”, garante o prefeito Zé Martins.

por A Tribuna de Bequimão

Prefeitura de Bequimão e UNDB firmam convênio para oferta de serviços de saúde gratuitos à população

Prefeito Zé Martins conhece instalações da Clínica de Odontologia da UNDB (Foto: Divulgação / Prefeitura de Bequimão)

Moradores do município de Bequimão poderão fazer consultas, gratuitamente, nas clínicas de Odontologia, Fisioterapia, Psicologia e Nutrição, além de terem acesso a serviços de Biomedicina e Farmácia, do Centro Universitário Dom Bosco (UNDB). O termo de convênio foi firmado, nesta sexta-feira (06), pelo prefeito bequimãoense Zé Martins e pela reitora Maria Ceres Rodrigues Murad. A cooperação também prevê atividades conjuntas de ensino, pesquisa, extensão e a implantação de residências médicas no município, pelo prazo de 20 anos.

As consultas deverão ser agendadas previamente e, depois, ocorrerão em laboratórios modernos e com equipamentos sofisticados, utilizados para a formação dos estudantes dos cursos da área da Saúde. “A intenção é favorecer a melhoria da saúde da população do nosso Estado, visando essa relação ensino/assistência. Os alunos terão acesso a esses pacientes, para o aprendizado, e a população terá uma assistência de qualidade”, explicou a coordenadora de implementação da área da Saúde na UNDB, Edna Coutinho.

No termo de convênio, foram apontados como objetivos da parceria com a Prefeitura Municipal de Bequimão o desenvolvimento de ações e políticas públicas e privadas convergentes, voltadas à criação das condições necessárias e suficientes para os cursos de saúde; o intercâmbio de conhecimentos técnicos, científicos e culturais; a cessão mútua de recursos laboratoriais; a cooperação para uma gestão ativa do Sistema Único de Saúde (SUS); e o desenvolvimento conjunto de projetos específicos voltados para instalação de programas de residência médica.

Isso significa que, daqui a alguns anos, quando for instalado o curso de Medicina na UNDB, o município de Bequimão poderá receber turmas de residência médica, em áreas altamente especializadas e de referência. Leitos do Hospital Lídia Martins poderão ser utilizados para atividades acadêmicas, nos moldes de um hospital universitário.

O prefeito Zé Martins conheceu as instalações da Clínica da Odontologia, acompanhado do coordenador do curso, Pedro Almeida. A estrutura serve para a prática dos futuros odontólogos, com supervisão dos professores. “Estou muito honrado com mais essa parceria com uma instituição universitária de referência, como é a UNDB, cujo objetivo é dar melhor qualidade de vida para o povo de Bequimão. Nossa gestão sempre teve como prioridade a questão da saúde. Todo esse trabalho vai servir para que a gente possa cumprir nosso exercício social com os bequimãoenses”, garantiu o prefeito.

Ainda serão divulgados os canais para marcação das consultas. Neste mês de março, será feito um evento de lançamento do projeto, que também contemplará outros municípios do Maranhão.

Coordenador do curso de Odontologia apresenta clínica-escola ao prefeito Zé Martins (Foto: Divulgação / Prefeitura de Bequimão)
por A Tribuna de Bequimão

Prefeitura de Bequimão e UFMA fecham parceria para exames preventivos em mulheres das comunidades quilombolas

Projeto vai oferecer preventivos e consultas em comunidades quilombolas (Foto: Divulgação)

Em reunião com representantes da Prefeitura de Bequimão, o professor José Eduardo Batista, que é chefe do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), apresentou o projeto “Alterações Citológicas e Doenças Sexualmente Transmissíveis em Mulheres Quilombolas atendidas nas Unidades Básicas de Saúde de Municípios do Maranhão”. Parte desses estudos será feito com material coletado nas comunidades quilombolas de Bequimão. No final, esse diagnóstico ajudará a traçar políticas mais adequadas para a saúde das mulheres.

Segundo o coordenador do projeto, serão feitos exames preventivos e consultas, uma vez por mês, em mulheres de 15 a 75 anos, moradoras dos quilombos. Estão envolvidos nessa ação dois professores e três estudantes de pós-graduação em Saúde da UFMA.

Na reunião, foi acordado que a primeira atividade acontecerá no dia 28 de março, das 8h às 14h, na Unidade Básica de Saúde do Quindíua, para atender as mulheres da comunidade Santa Rita. Serão atendidas 30 pacientes a cada ação.

Participaram da reunião o vice-prefeito Sidney Nogueira (Magal), que representou o prefeito Zé Martins, os secretários Sidney Bouéres (Saúde), Josmael Castro Júnior (Assistência Social), Rodrigo Martins (Cultura), além de Karine Moraes (coordenadora da Atenção Básica) e Francisco Macedo (coordenador da Secretaria de Igualdade Racial e líder Quilombola).

A primeira comunidade a receber ação será o Quilombo Santa Rita, no dia 28 de março, das 8h às 14h. Os atendimentos serão realizados na Unidade Básica de Saúde do Quindíua.

Representantes da Prefeitura e da UFMA definem atuação do projeto (Foto: Divulgação)

 

por A Tribuna de Bequimão

Bequimão cumpre metas na educação e avança nos desafios para o Selo Unicef

Distante a pouco mais de 80 quilômetros da capital, São Luís, o município de Bequimão, na Baixada Maranhense, com uma população estimada em 21,2 mil habitantes, saiu do zero para uma condição em que as crianças e os adolescentes locais tenham educação de qualidade.  A meta proposta foi trazer de volta 33 alunos desistentes para o ambiente escolar – eles conseguiram rematricular 44.

“Foi um imenso desafio”, lembra o secretário de Cultura e Promoção da Igualdade Racial de Bequimão, Rodrigo Martins. Ele conta que assumiu a gestão há apenas seis meses, quando os bequimãoenses estavam com pontuação zero no Selo UNICEF.

Bequimão e outros 1.923 municípios do Semiárido e da Amazônia Legal aceitaram o desafio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para transformar a realidade de crianças e adolescentes que estão em situação vulnerável. Lançado há 20 anos, o Selo UNICEF convida as prefeituras a assumirem como prioridade o compromisso com a implantação de políticas públicas para esse público.  As ações são divididas em ciclos, que coincidem com as eleições municipais.

O desafio atual (2017-2020) tem como objetivo alcançar crianças e adolescentes excluídos das políticas públicas, melhorar a qualidade das já existentes para esse público, prevenir e enfrentar as formas extremas de violência contra eles e promover a participação da comunidade, especialmente de adolescentes.

O Selo propõe que a comunidade local trabalhe junta para garantir os direitos dos mais jovens com ações em áreas como educação, saúde e assistência social. Se conseguir, o município é certificado com um selo, que reconhece os esforços e avanços nessas áreas e atesta que aquele lugar coloca a infância e a juventude como prioridade.  “Nesses últimos meses, nós não só atingimos a meta como conseguimos ultrapassá-la”, orgulha-se Rodrigo, “A gente nem aparecia no mapa. Hoje, estamos entre os melhores do estado”, completa.

Exclusão escolar – Uma das metas propostas para conseguir o Selo UNICEF é identificar as causas de evasão e exclusão escolar. Hoje, quase dois milhões de crianças e adolescentes com idade escolar obrigatória (4 a 17 anos) estão fora das salas de aula no Brasil. Para que eles voltem a frequentá-las, é preciso fazer muito mais do que oferecer vagas nas escolas. A comunidade envolvida no trabalho precisa buscar esses jovens onde eles estiverem – e onde mais precisam.

“Onde algum direito não estiver chegando para esses meninos e meninas, nós trabalharemos para defender e assegurar que esses direitos sejam garantidos”, afirma a oficial de Educação do UNICEF no Brasil, Julia Ribeiro.

Uma das ferramentas utilizadas em Bequimão para trazer de volta os 44 alunos foi o Busca Ativa Escolar, uma plataforma que ajuda os gestores a identificar e enfrentar as situações de exclusão. Entre as causas mais comuns, estão o trabalho infantil, crianças e adolescentes com deficiências sem infraestrutura para chegar às escolas e a pobreza.

“Mais de 53% deles vivem em famílias com até meio salário mínimo. Certamente, outros direitos não estão sendo respeitados, não só o da educação”, lamenta Julia.

De acordo com o oficial de Educação do UNICEF para a Amazônia Legal, Angelo Damas, a região Norte, hoje, apresenta percentualmente o maior número de crianças fora da escola em relação à população. “Dentro do nosso programa de apoio aos municípios, o UNICEF já identificou mais de 15 causas que levam a essa exclusão”, diz.

Segundo dados do Censo Escolar, do Ministério da Educação, quase 1 milhão de pessoas em idade escolar abandonaram a escola em 2018. As regiões Norte e Nordeste ficam nas primeiras colocações nesse pódio. Nas séries iniciais, quase 35 mil crianças no Norte pararam de ir à escola, enquanto 59,9 mil no Nordeste deixaram de frequentar o local.

“Um dos maiores problemas da Amazônia Legal é o acesso das crianças à escola, devido às longas distâncias. Elas precisam de escolas próximas às suas residências, mas isso é só uma das causas da exclusão escolar”, afirma o oficial.

Adaptação – Para Angelo Damas, é preciso atrair esse público para o ambiente escolar, adaptando o ensino às necessidades deles e repensando as metodologias. “A gente trabalha com uma premissa de que toda criança aprende. E se a criança não está aprendendo, é preciso mudar as formas como a gente ensina.”

A especialista em Educação do UNICEF para o Semiárido, Verônica Bezerra, endossa o discurso. “Queremos compreender e ajudar os sistemas públicos a construírem uma escola que seja para todos e que a proposta escolar faça sentido para cada menino e menina que está na escola.” Para ela, uma escola “ideal” começa por amparar especialmente as crianças na primeira infância. “Educação é uma forma de proteção. Cuidar e educar são coisas que não podem estar apartadas. Na primeira infância, é onde tudo começa”, afirma.

Segundo relatos da especialista, ofertar vagas para crianças de até cinco anos de idade tem sido um imenso desafio. “Mas não são só vagas, é o que essa escola vai oferecer a essa criança. Nessa idade, ela precisa ser estimulada.”

Para Verônica, creches e pré-escolas são ambientes que vão muito além de dar banho, alimentar, trocar fralda. “É isso e muito mais. É preciso um ambiente que se responsabilize pelo estímulo e pelo direito da criança de brincar, de ter experiências diferentes, de propostas cognitivas que auxiliem esse percurso de descobertas tão natural nessa etapa – e essencial para tudo o que vem depois”.

Verônica lembra, ainda, que, por meio do Busca Ativa Escolar, os alunos podem ser matriculados nas escolas em qualquer período do ano, de janeiro a dezembro.  “Essa diretriz amplia a concepção de que as crianças e adolescentes não vão à escola apenas para passar de ano ou para cumprir um currículo. O ambiente escolar é mais que isso, deve ser um meio para que eles desenvolvam seus potenciais. Isso é válido em qualquer um dos 365 dias do ano”, ressalta a especialista.

Educação – O município que aderiu à proposta do Selo UNICEF também consegue cumprir uma agenda importante em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como parte do compromisso brasileiro para que suas metas sejam cumpridas até 2030.

Dentre esses objetivos, existem cinco que são obrigatórios para que alcance o Selo: viabilizar a volta às aulas; os direitos sexuais e reprodutivos; a valorização da primeira infância; a proteção contra a violência, em especial a redução dos homicídios, e a participação e mobilização de adolescentes.

Em relação à educação, a meta dos municípios é enfrentar a evasão, a exclusão escolar e a distorção idade-série. De acordo com informações do Censo Escolar, o Brasil “perdeu” quase 1,5 milhão de crianças na educação básica, em um período de quatro anos até 2018. Em outra pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados mostram que se o País tivesse 100 pessoas com até 25 anos de idade, 40 não estariam em nenhuma instrução ou teriam apenas o fundamental incompleto.

A ideia para alcançar essa primeira meta é unir esforços em diferentes áreas para entender as causas que levam esse público a abandonar os estudos e viabilizar a matrícula e a permanência deles na escola.

Umas das ferramentas é o Busca Ativa Escolar, uma plataforma gratuita criada que ajuda a combater as causas que tiram crianças e adolescentes das escolas. A plataforma vem apoiar os governos na identificação, no registro, no controle e no acompanhamento de quem está fora da escola ou em risco de evasão. Por meio da Busca Ativa Escolar, municípios e estados terão dados concretos que possibilitarão planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a inclusão escolar.

Tudo é feito pela internet e o gestor pode acessar a plataforma pelo celular (SMS ou smartphones), tablet ou computador. Para quem não tem acesso a dispositivos móveis, há formulários impressos disponibilizados por agentes comunitários e técnicos verificadores.

A ferramenta é uma parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas).

Estratégias – Para tentar transformar o ambiente das escolas, O UNICEF e parceiros apoiam estratégias para que os jovens em idade escolar permaneçam estudando. Entre elas, está o “Fora da escola não pode”. Essa ação quer garantir que eles estejam na escola e aprendendo, a partir da conscientização de diversos atores responsáveis por essa inclusão. A plataforma Busca Ativa Escolar é uma das ferramentas para que isso ocorra.

Já o “Trajetórias de Sucesso Escolar” trabalha para o enfrentamento da cultura de fracasso escolar no Brasil, como problemas com distorção idade-série, reprovação e abandono. Para combater esse problema, as ações são integradas e desenvolvidas em três níveis de gestão: redes, escola e sala de aula. A ideia é fazer com que crianças e adolescentes não só voltem para a escola, mas permaneçam estudando.

O Selo – Implantado pela primeira vez em 1999, no Ceará, o Selo UNICEF já contabiliza 20 anos de história e de mudança na vida de milhões de crianças e de adolescentes em situação de vulnerabilidade no Semiárido e na Amazônia Legal. Atualmente, 18 estados são alcançados pela ação – Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e norte de Minas Gerais, no Semiárido, e Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, na Amazônia Legal.

Saiba mais: Selo UNICEF encerra ciclo de ações e convoca municípios do Semiárido e Amazônia Legal a apresentarem resultados

Com o sucesso das experiências, o Selo cresceu e, hoje, procura aplicar o aprendizado das edições anteriores aos participantes da atual. A metodologia foi unificada para o Semiárido e Amazônia Legal e introduziu o conceito de Resultados Sistêmicos no lugar de ações, visando dar sustentabilidade às iniciativas dos municípios e garantir que as crianças e adolescentes continuem sendo beneficiadas pelas políticas públicas implementadas mesmo após o fim do ciclo.

O Selo é dividido em ciclos, que coincidem com as eleições municipais. No atual ciclo (2017-2020), mais de 2,3 mil prefeituras, em 18 estados, estavam aptas a participar da edição. Dessas, 83% aderiram à ação – ou seja, 1.924, sendo 1.509 do Semiárido e 805 da Amazônia Legal. Cumprindo as metas propostas pela ação, o município recebe, após três anos, um selo que comprova e reconhece o esforço da comunidade envolvida.

No ciclo de 2017-2020, os municípios devem apresentar os resultados das ações desenvolvidas até 31 de março, por meio da plataforma Crescendo Juntos, no site do Selo UNICEF. A comprovação das atividades é feita por meio de documentos comprobatórios e anexados no portal. O envio pode ser feito pelo computador, celular ou tablet ou com auxílio de agentes comunitários, caso o município não tenha acesso à internet.

(Com informações da Agência Rádio Mais)