Flávio Dino e as eleições 2016: O desafio da mudança a partir dos municípios

POR ROBERT LOBATO

FLLLAno novo; vida nova. No caso de 2016, eleições novas – ou novas eleições, como queiram. O governador Flávio Dino passará por uma prova de fogo no próximo ano.

Enquanto principal liderança política e administrativa do estado, o comunista terá a oportunidade de mostrar que é, de fato, um líder moderno comprometido com novas práticas e novos conceitos de gestão pública.

Por décadas em que ficou no comando do Governo do Estado, o grupo Sarney nunca teve a devida preocupação com a qualidade dos correligionários que possuía nos municípios. Não importava a “ficha” do aliado (a), o que valia era a lealdade com o grupo para fazer e ser o que o Palácio dos Leões exigisse que fizessem e fossem.

O resultado dessa relação focada meramente na questão político-eleitoral, e não na gestão pública, está aí, e todos conhecemos: trágicos índices socioeconômicos em praticamente todos os municípios maranhenses.

O governador tem dito e repetido que não se envolverá pessoalmente no processo eleitoral do próximo ano. Ocorre que sua afirmação diz respeito somente nas cidades onde houver disputas de candidatos da sua base, logo supõe-se que terá lado onde a batalha eleitoral se der entre um candidato do seu grupo contra o do grupo oposicionista. E é exatamente aqui que mora o perigo.

Ser do grupo do governador não é atestado de per si que o candidato é bom, honesto e ético. Da mesma forma que um candidato não alinhado a Flávio Dino traz, obrigatoriamente, escrito “corrupto” na testa.

O fato é que o governador não pode cair na tentação de querer fazer, se possível, os 217 prefeitos do Maranhão não importando quem esteja no balaio: colecionadores de processos, sócios da agiotagem, “fichas sujas”, aliados do crime organizado, corruptos etc.

Se prevaler a lógica histórica do sarneysismo de que não importa a qualidade do aliado/candidato, o que importa é ser “meu”, aí dificulta muito o processo de “proclamação da República” no nosso estado.

A verdadeira mudanças pelos municípios.

Daí que 2016 é um bom termômetro para saber-se até onde a “mudança” é mera retórica.

 

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por A Tribuna de Bequimão

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