Prefeitura de Bequimão renova mobiliário de escolas do município

DSC_6257A Prefeitura Municipal de Bequimão está fazendo a renovação do mobiliário de todas as Unidades Escolares da Rede Municipal. O prefeito Zé Martins investiu na aquisição de quase dois mil kits para alunos e professores, inclusive com mesas adaptadas para pessoas em cadeira de rodas. O investimento foi de R$ 250.713,00.

Seguindo um cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), as carteiras antigas de madeira estão sendo substituídas por carteiras e cadeiras mais adequadas e confortáveis. Foram adquiridos 1.863 conjuntos de aluno (com carteiras e cadeiras), 66 conjuntos de professor (com mesa e cadeira) e 51 mesas para pessoas em cadeira de roda.

A entrega dos kits começou pela Unidade Integrada Protazia Rodrigues Soares, no bairro Barroso, com participação do prefeito Zé Martins. “Estamos investindo na melhoria da infraestrutura das escolas por entendermos que nossos alunos precisam de um ambiente mais adequado para estudar e, assim, terem condições de construir uma vida de mais oportunidades. Os professores também ganham mais qualidade para trabalhar”, destacou o prefeito.

Todas as 31 unidades de ensino da Rede Municipal receberão a mobília nova. “Essas ações visam a melhorias na qualidade de ensino. Estamos melhorando a infraestrutura das escolas e também promovemos cursos de formação continuada, para que os educadores do município estejam cada vez mais capacitados”, disse o secretário Municipal de Educação, Aristides Amorim.

Fotos: Rodrigo Martins

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Prefeitura de Bequimão distribui 10 toneladas de pescados na Semana Santa

DSC_6551Na Quinta-Feira Santa (24), como vem se repetindo há quatro anos, a Prefeitura Municipal de Bequimão distribuiu 10 toneladas de pescado às famílias mais carentes do município. A enorme fila começou a se formar bem cedo. Foram entregues quatro mil senhas e sacolas do projeto “Peixe para Todos”.

Cada pessoa saiu com mais de 2 kg de tilápia ou curimatá e também com um sorriso de gratidão no rosto. “Eu saí às 4h de casa, do povoado Enseada Funda, e tô muito satisfeito. Agradeço ao prefeito pela ação”, disse o senhor Juvêncio. A equipe do prefeito Zé Martins, com profissionais das mais diversas secretarias municipais, colaborou na distribuição do pescado, que reuniu uma quantidade maior de pessoas do que no ano passado.

“Os desafios aumentam a cada ano, principalmente com a crise que tem afetado o nosso país, mas o prefeito Zé Martins manteve seu compromisso e estamos, mais uma vez, garantindo uma ceia farta para os bequimãoenses na Semana Santa”, disse a secretária de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Dinha Pinheiro, uma das organizadoras da ação.

Pela grande quantidade de pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde montou uma estrutura para possíveis atendimentos de emergência, inclusive com uma ambulância, mas não foi preciso utilizá-la. Foram feitos atendimentos básicos, como a verificação de pressão arterial e teste de glicemia. A Secretaria Municipal de Segurança disponibilizou agentes da Guarda Municipal para organização do trânsito na região do Mercado do Peixe, no Centro.

“Neste ano, a quantidade de pessoas superou nossas expectativas. Distribuir peixes é uma forma de distribuirmos renda, assim como fazemos nos demais programas sociais que a Prefeitura executa. Essas ações, evidentemente, vêm acompanhadas de outras ações mais estruturais, como a criação do Cinturão Verde, a oferta de cursos para empreendedores e para a juventude do município”, enfatizou o prefeito Zé Martins.

Também participaram da distribuição dos peixes o ex-prefeito Juca Martins, a primeira-dama Vânia Martins, o vereador Amarildo, os secretários Nhô da Colônia (Pesca), Ademar Costa (Indústria e Comércio), Aristides Amorim (Educação), Neide Rodrigues (Assistência Social), Kell Pereira (Esporte e Juventude), Sinara Almeida (Extrema Pobreza), Doutor (Articulação Política), o coordenador de Obras, Tonho Martins, e os secretários adjuntos Ramone Araújo (Saúde), Cleonilde Bitencourt (Agricultura) e Balão (Cultura e Promoção da Igualdade Racial).

Fotos: Rodrigo Martins

Fórum da Baixada comemora aniversário e homenageia autoridades

Autoridades homenageadas em evento de comemoração ao primeiro aniversário do Fórum da Baixada Maranhense

Autoridades homenageadas em evento de comemoração ao primeiro aniversário do Fórum da Baixada Maranhense

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense intensificará este ano a campanha pela construção dos diques da Baixada, para salvar a região da ameaça da salinização dos seus campos. A entidade comemorou seu primeiro aniversário no último sábado, na sede da AABB, em São Luís, homenageando personalidades que atuam ou já atuaram em prol do desenvolvimento da região.

“Como a campanha pela construção dos diques da Baixada será nossa bandeira de luta em 2016, decidimos homenagear autoridades que, de uma forma ou de outra, já contribuíram com a discussão, o planejamento e a elaboração do projeto dos diques, que servirão para debelar a estiagem do verão e evitar a salinização dos nossos campos”, justificou o presidente do Fórum, Flávio Braga.

O deputado Aluisio Mendes, homenageado por já ter viabilizado importantes ações e projetos para a Baixada, destacou que, como relator, está atuando para aprovar na Câmara Federal o projeto que expande a atuação da Codevasf para todo o Maranhão e toda a Baixada. Ressaltou que o órgão tem atuação específica com o desenvolvimento das regiões, já tendo realizado um grande trabalho nos municípios da Baixada que já fazem parte da sua área de abrangência.

Primeiro superintendente da Codevasf no Maranhão e presidente de honra do Fórum da Baixada, o diretor superintendente do Sebrae, João Martins, recebeu a homenagem das mãos do presidente do Fórum, Flávio Braga e do Prefeito de Bequimão, Zé Martins

Primeiro superintendente da Codevasf no Maranhão e presidente de honra do Fórum da Baixada, o diretor superintendente do Sebrae, João Martins, recebeu a homenagem das mãos do presidente do Fórum, Flávio Braga e do Prefeito de Bequimão, Zé Martins

“Esse projeto dos diques da Baixada é a redenção daquela região. Tenho me empenhado pela execução desse projeto, por meio da Codevasf, e nós precisamos aprovar urgentemente os recursos para que esse sonho se torne realidade. O senador Roberto Rocha tem sido um grande parceiro nesse processo”, enfatizou o deputado

Na ocasião, também foram homenageados o senador Roberto Rocha (PSB), autor do projeto de lei do senado que expande a atuação da Codevasf para todo o Maranhão; Celso Dias, superintendente da Codevasf no estado; Jota Pinto, ex-deputado estadual e ex-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada; o ex-secretário estadual de Agricultura, Cláudio Azevedo; e o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, primeiro superintendente da Codevasf no estado e presidente de honra do Fórum da Baixada. O evento também contou com a presença dos deputados estaduais Adriano Sarney e Wellington do Curso, do prefeito de Bequimão, Zé Martins, e dos vice-prefeitos de Pinheiro (César Soares), de São Bento (Isaac Dias) e de Peri Mirim (Heliezer).

 

Com informações do Blog Vandoval Rodrigues.

Prefeito Zé Martins garante convênio com Sagrima para construção de cinco sistemas de abastecimento de água

IMG-20160325-WA0059Em recente visita à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), o prefeito Zé Martins e o deputado federal Waldir Maranhão solicitaram a retomada do convênio para construção de cinco sistemas de abastecimento de água, que havia sido firmado desde o Governo Roseana Sarney com o Ministério da Integração, do Governo Federal.

O secretário da Sagrima, Márcio José Honaiser, atendeu à solicitação e uma nova licitação será feita na próxima segunda-feira (28). O convênio prevê a implantação de sistemas de abastecimento de água nos povoados Ramal do Quindíua, Quindíua (na Rua do Porto), Marajatíua, Mojó e Frederico.

A escolha dos povoados foi realizada pelo Comitê Gestor da Água, da Prefeitura Municipal de Bequimão. “Identificamos as comunidades que enfrentam problemas mais graves de abastecimento de água. Foi assim que priorizamos esses cinco povoados”, destacou o prefeito Zé Martins.

À época, o convênio com o Ministério da Integração também foi intermediado pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), quando o bequimãoense João Martins era superintendente.

Expocapril

Na reunião realizada na Sagrima, também foi acertado o reinício da construção/estruturação do Parque Expocapril. O prefeito Zé Martins e o secretário Márcio José Honaiser assinaram um termo aditivo do convênio, para garantir a liberação da segunda parcela dos recursos.

Estudo do Sebrae mostra impactos da obra da ponte do Balandro, em Bequimão

 

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Segundo o diretor superintendente do Sebrae, João Martins, o estudo de impacto sócioeconômico da ponte do Balandro é um projeto piloto e servirá para identificar oportunidades geradas antes, durante e depois da obra

A construção de uma ponte de 60 metros sobre o Rio Itapetininga, em Bequimão, facilitará o escoamento da produção de 18 comunidades rurais que concentram 40% da população daquele município e tornará mais barato em até 50% o custo de entrega de produtos como materiais de construção e eletrodomésticos para estes povoados.

Estas informações foram constatadas pelos técnicos e consultores do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa no Maranhão (Sebrae) que estão fazendo um estudo sobre os impactos socioeconômicos da obra para pequenos negócios do município, tanto para os que já existem como para os que devem surgir após a conclusão da obra, que está sendo sob responsabilidade do governo estadual, por meio da Secretaria Estadual das Cidades.

A pesquisa está sendo desenvolvida pelo Observatório Sebrae e as primeiras visitas aconteceram no final de fevereiro, com acompanhamento do secretário adjunto da pasta Paulo Cazé. Todas as 18 comunidades que vão se beneficiar da obra, onde vivem cerca de nove mil pessoas, foram visitadas pelo grupo. Na ocasião, foi encontrada produção de milho, feijão e arroz, ligado à Agricultura familiar, pesca artesanal, piscicultura e identificadas potencialidades para a horticultura, turismo e ecoturismo, hotelaria, gastronomia e comércio.

Apesar de pequena, a ponte sobre o rio Itapetininga, também conhecida como ponte do Balandro, por estar no povoado de mesmo nome, encurtará a viagem entre as 18 comunidades e a sede de Bequimão em até 23 quilômetros, o que promete uma melhoria significativa o município, tanto no deslocamento de pessoas quanto no escoamento da produção agrícola e pesqueira.

Hoje, no local, há apenas uma passarela improvisada de madeira que não permite o trânsito de veículos de qualquer porte. Segundo o comerciante Fábio Fredson Pereira, que atua no segmento de material de construção, com a nova ponte entregar uma carrada de areia ficará mais barato. “Gasto até R$ 40 para dar uma volta grande para entregar material de construção. Aqui uma carrada de areia custa R$ 220 e com o custo do frete fico com uma margem apertada”, disse.

Iniciativa

O diretor superintendente do Sebrae, João Martins, explica que o trabalho que está sendo desenvolvido pela instituição é um projeto piloto do Observatório Sebrae. “Este é o primeiro estudo de impacto socioeconômico de uma obra que estamos fazendo. Ele parte de macroempreendimentos em infraestrutura e avalia o cenário antes, durante e depois da obra”, comentou.

“ Desta forma poderemos identificar oportunidades, gerar um documento que apoie os empreendedores locais na tomada de decisões e sinalize ao governo oportunidades para absorver mão de obra local e até mesmo a cadastrar e formalizar pequenos negócios já existentes, além de prospectar potenciais negócios na região de abrangência direta destas obras de infraestrutura”, completou Martins.

A secretária de estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Flavia Alexandrina Almeida afirmou que a iniciativa ajudará a planejar ações pós–obra. “Esse trabalho visa identificar os impactos que serão causados com a obra na economia local e na criação de novas oportunidades de negócios. Como a localidade possui carência na infraestrutura, a ponte que ligará vários povoados proporcionará maior mobilidade e um planejamento urbano estratégico para a área”, observou.

O prefeito de Bequimão, Zé Martins, disse que a construção da ponte sobre o Rio Itapetininga é histórica e justifica outra obra que está sendo feita no município como forma de movimentar a economia local.

“Este é uma demanda antiga e vai garantir um enorme ganho para população por dar mais mobilidade urbana e garantir o acesso à serviços de educação, saúde e abastecimento. Temos um hospital regional de referência em Bequimão que a população de 18 comunidades terá acesso com mais facilidade. Além disso, vai justificar a revitalização do cais do Rio Itapetininga, que poderá facilitar a movimentação de produtos agrícolas e pesqueiros no município e o recebimento de mercadorias para a cidade”, comentou Martins.

IMPACTO

O estudo do Observatório Sebrae ainda levantou potencialidades na região e oportunidades de melhoria e para novos negócios na região. Entre as potencialidades que podem ser desenvolvidas estão a pesca artesanal, ecoturismo, agricultura familiar, com produção de milho, feijão e arroz, e piscicultura. Entre as oportunidades, estão nos segmentos de hotelaria, bares e restaurantes e comércio varejista, especialmente com entrega em domicílio.

Novas visitas técnicas serão feitas à região antes da conclusão do estudo. “Estamos vendo que este novo método de trabalho é promissor e estamos em busca de novas oportunidades para desenvolver estudos do mesmo tipo”, finalizou Martins.

Além deste estudo, o Observatório Sebrae tem realizado ou compilado outras pesquisas sobre potencialidades e tendências da economia com foco nos pequenos negócios. Os estudos e pesquisas são disponibilizados gratuitamente no endereço eletrônico www.observatorio.sebraema.com.br.

 

por A Tribuna de Bequimão

Prefeitura de Bequimão vai distribuir peixes na Semana Santa pelo 4º ano consecutivo

ZE M

Pelo quarto ano seguido, a Prefeitura Municipal de Bequimão vai distribuir peixes para as famílias mais carentes do município, garantindo mesa farta na Semana Santa. O projeto “Peixe para Todos” acontecerá na Quinta-Feira Santa, dia 24, no Mercado do Peixe, próximo ao porto.

As senhas e sacolas serão distribuídas na sede da Prefeitura Municipal, a partir das 6h. Está confirmada a presença do prefeito Zé Martins e de sua equipe, incluindo secretários municipais e vereadores.

O projeto “Peixe para Todos”, criado em 2013 por Zé Martins, já se tornou uma tradição no município. No ano passado, a Prefeitura distribuiu oito toneladas de peixes aos bequimãoenses. Este ano a expectativa é maior ainda.

Cinturão Verde de Bequimão comercializa produtos na Feira da Agricultura Familiar, na quarta (23)

Agricultor Reginaldo Rodrigues mostra com orgulho seus produtos do Projeto Cinturão Verde

Agricultor Reginaldo Rodrigues mostra com orgulho seus produtos do Projeto Cinturão Verde

Hortaliças cultivadas no Cinturão Verde de Bequimão serão comercializadas na Feira da Agricultura Familiar, na próxima quarta-feira (23), a partir das 7h, em frente ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), no Centro.  A feira organizada pela Prefeitura Municipal de Bequimão tem apoio do Sebrae/MA e do STTR.

“A Feira da Agricultura Familiar é uma das estratégias para a inserção no mercado local daquilo que é produzido por pequenos agricultores envolvidos no projeto Cinturão Verde. Quem for à feira vai encontrar produtos de qualidade”,  garantiu o agente de desenvolvimento Rodrigo Martins.

Cinturão Verde logoO projeto Cinturão Verde foi implantado em novembro de 2015 pelo prefeito Zé Martins. Por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, foram distribuídos 18 kits de irrigação por gotejamento. Em 40 dias, o projeto já dava os primeiros resultados. Os agricultores familiares plantaram, colheram e comercializaram seus produtos na Feira da Agricultura Familiar.

“Ficamos muito animados com os frutos desse projeto. Primeiro, porque garante a segurança alimentar e nutricional dos pequenos produtores. Segundo, pela geração de renda nas 18 comunidades que fazem parte do Cinturão Verde; e também porque as pessoas de Bequimão poderão consumir um produto de qualidade e cultivado no município”, afirmou o prefeito Zé Martins.

Na feira, serão vendidos alface, cheiro verde, couve, cebolinha, vinagreira, quiabo, macaxeira, pimenta de cheiro, tomate, maxixe e melancia. Os produtores também prometem levar azeite e mel.

Prefeitura de Bequimão entrega fardamento escolar para mais de 4 mil alunos

DSC_6249O ano letivo começou com boas novidades para os alunos e alunas bequimãoenses. Todos os estudantes da Rede Municipal de Ensino receberão o fardamento completo distribuído pela Prefeitura Municipal de Bequimão. O prefeito Zé Martins mandou confeccionar mais de quatro mil uniformes, numa ação nunca antes realizada no município.

Foram adquiridos dois tipos: um com blusão e calça, para os estudantes maiores, e outro com blusão e bermuda, para os alunos menores. “Tomei a decisão de fazer esse investimento por acreditar que a educação é transformadora. É pelo conhecimento, dando oportunidade a cada criança, adolescente e adulto que deseja estudar, que vamos conseguir superar os problemas que ainda temos no nosso município e no nosso país. O fardamento gratuito é um estímulo a mais”, destacou o prefeito.

DSC_6252O fardamento será entregue aos 4.051 estudantes regularmente matriculados nas unidades escolares da Rede Municipal de Ensino. A Unidade Escolar Protazia Rodrigues Soares, no bairro Barroso, foi escolhida para a cerimônia oficial de entrega do fardamento, que aconteceu no dia 04 de março, com presença do prefeito Zé Martins, do secretário municipal de Educação, Aristides Amorim, além de outros secretários municipais, professores, estudantes e seus familiares.

A satisfação pelo recebimento gratuito do fardamento estava estampada no rosto dos pais e das crianças. “Eu sei que aqui em Bequimão algumas famílias têm dificuldades de pagar as despesas escolares, inclusive com a compra da farda. Aos poucos, estamos avançando e dando mais dignidade para as famílias do nosso município”, ressaltou Zé Martins.

Os estudantes contemplados por essa ação inédita em Bequimão são matriculados nas 31 unidades de ensino que compõem a Rede Municipal, com escolas na sede e nas diversas comunidades do município. São alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental. A entrega do fardamento, segundo a Secretaria Municipal de Educação, está quase concluída, faltando apenas alguns alunos da Educação Infantil e outros que usam tamanho maior do que o padrão de sua idade.

Superintendente do Sebrae no MA, João Martins, analisa resultado da pesquisa GEM 2015

A pesquisa revelou que a taxa total de empreendedorismo no Brasil atingiu 39,3%.

Superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins

Superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins

A nova pesquisa GEM trouxe como dado importante que a taxa total de empreendedorismo no Brasil alcançou 39,3% em 2015. Ou seja, que 52 milhões de brasileiros com idade entre 18 e 64 anos estavam envolvidos na criação ou manutenção de algum negócio. Em entrevista a O Estado, o diretor- superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, faz uma avaliação do resultado da pesquisa, levando em conta também o viés da crise e sua implicação em se empreender por necessidade ou por oportunidade.

 

O Estado – A nova pesquisa GEM 2015 mostra uma taxa total de empreendedorismo no Brasil de 39,3%. Qual a relevância desse dado?

João Martins – É interessante informar que essa pesquisa faz um estudo da atividade empreendedora no âmbito mundial. No ano de 2015, 60 países foram objeto dessa pesquisa, os quais representam 83% do PIB mundial. Essa pesquisa é justamente para detectar o impacto da criação de negócios no crescimento e no desenvolvimento desses países. No Brasil, a pesquisa foi realizada nos meses de setembro, outubro novembro com 2 mil entrevistas com a população de 18 a 64 anos, além de entrevistas com 74 especialistas em empreendedorismo. Quando você me pergunta qual a relevância desse fato, considerando 39% de empreendedorismo no Brasil, nós associamos que de dois em cada cinco indivíduos entre 18 e 64 anos, que é faixa etária da população economicamente ativa no Brasil, essas pessoas ou já possuem um negócio ou estão envolvidas na criação de um negócio que vai impactar no crescimento e desenvolvimento da sua região e do país como um todo.

O Estado – É fato afirmar que a crise teve influência ou foi fator preponderante para aumento da taxa de empreendedorismo no país?

João Martins – Sim, nós ao analisarmos a crise precisamos levar em consideração que ela é oportunidade. Mas se você trouxer diretamente para as pessoas que foram impactadas pela crise, queforam demitidas ou observaram restrições ao mercado de trabalho, elas passam a empreender por necessidade. Ou seja, a situação da crise faz com que elas busquem alguma forma de empreender para vender serviços e para vender produtos, até mesmo para que possam sobreviver.

O Estado – Podemos dizer que nesse momento as pessoas estão empreendendo mais por necessidade do que por oportunidade?

João Martins – Uma coisa complementa a outra. O que eu acabei de dizer, a crise também pode ser uma oportunidade. Mas, uma oportunidade iniciada pela necessidade que o indivíduo tem de empreender. Nesse momento, o Brasil é um país muito particular porque tem pessoas empreendendo por necessidade, em função da crise, mas a própria crise é uma oportunidade para que outros possam, inclusive, ampliar seu empreendimento. Nós temos no país pessoas empreendendo por necessidade e por oportunidade, sendo que a crise impacta muito mais no empreendedorismo por necessidade.

O Estado – Há diferença de resultado de quem empreende por necessidade daquele que investe no seu próprio negócio ao vislumbrar uma oportunidade?

João Martins – O resultado para quem empreende por necessidade pode se mensurar pelo fato de que a pessoa em uma situação impactada pela crise está com certeza num ambiente desfavorável. E os resultados não vão ser os mesmos de quem empreende por oportunidade. Porque subtende-se que quem está empreendendo por oportunidade fez um estudo de mercado, fez um plano de negócios, ele se preparou para aquela atividade. Ou seja, ele vislumbrou uma oportunidade e buscou as ferramentas necessárias para atingir seu objetivo e com certeza seus resultados serão melhores. Ao passo que quem está empreendendo por necessidade não teve tempo de se preparar, basicamente se viu com uma situação desfavorável e teve que entrar no mercado para tentar sobreviver e o risco para ele é maior.

O Estado – Embora o brasileiro tenha uma veia empreendedora, o senhor concorda que abrir um negócio no país ainda é um sonho difícil de realizar, tendo em vista a falta de políticas públicas adequadas, o excesso de burocracia para abertura, funcionamento e encerramento dos negócios, alta carga tributária e elevados custos de operação?

João Martins – Sim, no Brasil temos alguns mecanismos no setor público que acabam afetando um pouco o empreendedor. Mas, acreditamos que isso já evoluiu bastante. Hoje nós temos a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e um processo de organização dos empreendedores hoje, que já sabem identificar quem são as instituições apoiadoras que podem contribuir, facilitar e convergir para  determinado espaço onde eles possam alcançar informações e buscar mecanismos que possam facilitar sua vida. Necessário estabelecer comparativos: como era antes, come está hoje e o que se precisa fazer mais. Então acreditamos que com uma participação maior desses empreendedores de forma organizada e buscando uma interlocução com seus representantes no legislativo, temos certeza que o ambiente pode se tornar muito mais favorável para o empreendedor.

O Estado – Há uma receita para que o empreendedor obtenha sucesso em seu negócio?

João Martins – Acreditamos que essa receita inicia primeiro por uma característica comportamental do empreendedor. Acho que o perfil empreendedor pesa muito aí, a iniciativa, a proatividade, o acreditar e o iniciar a caminhada que objetiva o cumprimento de um sonho. Mas, é necessário que busque as ferramentas, que busque os mecanismos que possam ajudá-lo a chegar lá e cumprir seu objetivo. E um desses mecanismos principais são as informações preliminares, são as informações que ele pode buscar lá no início, numa prospecção de mercado. Ele precisa saber qual é o cliente dele, o que é que esse cliente precisa para que ele possa oferecer um produto ou serviço que possa ser atrativo para esse potencial cliente que é foco do trabalho dele.

O Estado – A Pesquisa GEM revelou ainda que dos empreendedores identificados, 14% procuraram algum órgão público ou privado de apoio ao empreendedorismo. Entre esses empreendedores, 66% buscaram o Sebrae. Como o senhor avalia a participação do Sebrae nesse processo?

João Martins – É extremamente salutar esse número, porque demonstra que de três empreendedores, dois estão buscando o Sebrae procurando o Sebrae para buscar informações que possam fazer o diferencial nessa sua inciativa empreendedora. Além disso, é fundamental fazer um destaque que a missão do Sebrae é fortalecer a competitividade ente as micro e pequenas empresas para que possam  ser sustentáveis e contribuam para o país. E o Sebrae está trabalhando muito fortemente nisso por intermédio de diversas ações que são trabalhadas com os governos federal e estadual e com os municípios, através do Prêmio Prefeito Empreendedor e ações muito fortes na questão das compras governamentais para que as micro e pequenas empresas participem das  licitações públicas, além de considerar que o Sebrae acaba sendo o referencial para o empreendedor. Entendo que isso aumenta a nossa responsabilidade e fortalece nosso trabalho no que diz respeito à obtenção desses resultados.

O Estado – Fazendo um recorte da pesquisa GEM para o Maranhão, como está o comportamento do empreendedorismo no estado?

João Martins – No Maranhão, nós podemos observar que temos um avanço muito grande no que diz respeito ao empreendedorismo. Se nós buscarmos identificar as camadas que passaram a ser incluída no processo de empreendedorismo, temos segmentos étnicos como o empreendedorismo negro que hoje proporcionalmente é o maior do Brasil. As mulheres empreendem muito também no Maranhão. O Sebrae disponibiliza ações técnicas para o apoio ao afro-empreendedorismo e para aquele que já e conhecido por todos, que está no extrato geral do número de empreendedores no estado. Verificamos que com o estabelecimento da crise, ficou evidente o crescimento de abertura de empresas e de pessoas buscando o Sebrae para ter acesso a maiores informações no sentido de se preparar.

O Estado – Qual o perfil dos empreendedores maranhenses e quais são as áreas mais procuradas?

João Martins – O empreendedor maranhense se encontra mais na área de comercio e serviços, especificamente no varejo de alimentações e de confecções e vestuário. Além de se ter um número significativo no serviço de estética que é uma crescente no Brasil e o ramo de construção civil. Se formos detalhar mais, precisamos fazer um registro dos números do Micro Empreendedor Individual, que hoje no estado do Maranhão temos o quantitativo de 78 mil/mês. Significa dizer que se está trazendo uma grande parcela de empreendedores para a formalização, contribuindo para a geração de emprego formal e para a arrecadação do estado.

O Estado – Na atual conjuntura de crise, que mensagem o senhor deixa para quem pensa em empreender?

João Martins – A crise, nós costumamos afirmar e repetir que ela é um processo cíclico que se estabelece por algum desequilíbrio que pode acontecer dentro ou fora do país e isso acaba repercutindo em todas as instâncias. Mas existe também o ponto de equilíbrio, o declínio dessa crise. Acho que a mensagem nossa para quem pretende empreender é justamente pensar no declínio da crise. Nesse momento, nós devemos orientar os empreendedores para que tenham primeiro um estudo de mercado, compreender de que forma podem contribuir e até que ponto avançar para não comprometer suas reservas e seu esforço e ânimo para empreender, porque pode acontecer de a coisa não da certo num primeiro momento. Se bem que o empreendedor é perseverante, é persistente. Mas, se ele tiver informações acerca do mercado, as ferramentas necessárias para que possa empreender, se buscar treinamento e conhecimento específico de gestão, de tecnologia, de inovação e, principalmente, para que ele tenha um atendimento diferenciado. Pois, o que vai estabelecer uma fidelização na relação empreendedor e consumidor é um atendimento diferenciado. É isso que é vai prender o consumidor e vai fazer com que o empreendimento se torne sustentável e que vai contribuir para que o Brasil, estados municípios respondam a essa situação conjuntural de crise econômica com geração de emprego e com oferta de produtos e serviços de qualidade. Embora estejamos numa situação de cautela, a nossa mensagem é de otimismo.

Entrevista extraída da edição de 12-13/03/2016, do Jornal O Estado do Maranhão.