Em mutirão com a comunidade, Prefeitura de Bequimão constrói bueira entre Deserto e Centrinho de Buritizeira

No lugar da ponte de madeira que ligava as comunidades de Deserto e Centrinho de Buritizeira, destruída pelas fortes chuvas que caem no município desde janeiro, a Prefeitura de Bequimão instalou tubos de concreto, deixando o acesso mais seguro. O trabalho foi realizado em parceria com moradores das comunidades e vereador Valdenor Santana (PMDB).

Os tubos de concreto têm maior durabilidade e deixam as estradas mais seguras. O prefeito Zé Martins, desde o início de sua primeira administração, já substituiu dezenas de pontes de madeira pelas bueiras. As velhas pontes, que precisavam ser trocadas constantemente, estão desaparecendo da paisagem de Bequimão.

Para construir a bueira entre Deserto e Centrinho de Buritizeira, a Prefeitura entrou com os materiais (4 tubos, cimento, areia e brita) e os moradores com a mão de obra. O vereador Valdenor acompanhou todo o trabalho e ajudou na alimentação para os trabalhadores.

Cerca de 30 moradores de Deserto, Centrinho e Pontal abraçaram a ideia do mutirão, com um trabalho que vai beneficiar centenas de famílias da região. “O trabalho não pode parar. Esse sempre será o nosso lema. Onde antes era um trecho destruído pelas fortes chuvas, hoje se encontra recuperado. Com a colocação de tubos de concreto para passagem de água, a ponte que liga os povoados Deserto e Centrinho agora ficou melhor. Graças ao esforço conjunto entre as comunidades e o apoio do nosso prefeito Zé Martins”, escreveu o vereador Valdenor Santana em sua página no Facebook.

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Prefeito Zé Martins autoriza pagamento de servidores

O pagamento dos servidores municipais de Bequimão referente ao mês de março foi autorizado, nesta sexta-feira (31), pelo prefeito Zé Martins. Neste sábado (01), os funcionários já poderão sacar seus vencimentos.

Em seu segundo mandato, Zé Martins vem mantendo o compromisso de efetuar o pagamento dos servidores da Prefeitura Municipal de Bequimão em dia.

Sebrae e Secretaria de Saúde de Bequimão terão parceria estratégica

O diretor superintendente do Sebrae, João Martins, e o secretário municipal de Saúde de Bequimão, Sidney Bouéres

São Luís – O Sebrae no Maranhão fechou uma parceria estratégica com a Secretaria Municipal de Saúde de Bequimão para desenvolver um trabalho de aprimoramento da gestão pública no atendimento ao público e planejamento estratégico.

A parceria estratégica entre a instituição e órgão municipal foi fechada em uma visita do secretário municipal de Saúde, Sidney Bouéres, ao diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, nesta quarta-feira (29).

“Será uma ação importante que terá reflexo direto para o dia a dia do cidadão comum, uma vez que vamos atuar não só no planejamento estratégico, mas também no treinamento de atendimento ao público”, explicou o Diretor Superintendente do Sebrae, João Martins.

O secretário de Saúde Bequimão disse que procurou o Sebrae para desenvolver a parceria pela reconhecida expertise da instituição de desenvolver projetos estratégicos com foco em atendimento e planejamento. “O Sebrae sabe como trabalhar neste sentido e por isso viemos buscar este apoio”, disse Bouéres.

 

Fonte: Comunicação Sebrae

por A Tribuna de Bequimão

Sebrae reúne com agentes da metropolização da Grande São Luís

Agência Executiva Metropolitana e Prefeituras Municipais foram convidados para discutir o processo; a instituição quer contribuir com a formação da governança empresarial.

 

O Sebrae no Maranhão convidou agentes importantes da metropolização da Grande São Luís para uma reunião técnica recentemente na sede do Jaracaty, para apresentar o seu apoio à temática e a maneira como pretende colaborar com o processo como instituição que tem a missão de tornar mais competitivos os pequenos negócios no estado. A ideia do Sebrae é ajudar a construir e fortalecer, no primeiro momento, a governança empresarial da Região Metropolitana de São Luís.

No evento, estiveram presentes o presidente da Agência Executiva Metropolitana, Pedro Lucas Fernandes; os prefeitos Domingos Dutra (Paço do Lumiar) e Talita Laci (Raposa); o vice-prefeito de Ribamar, Eudes Sampaio; o secretário de Articulação e Desenvolvimento Econômico de São Luís, Júlio Marques, representando o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográfico (Imesc), Felipe de Holanda   Participaram da reunião, ainda, as respectivas equipes técnicas dos municípios, envolvidas diretamente no processo de metropolização.

“Enquanto o poder público estadual e municipal, por meio da Agência Metropolitana e das prefeituras da Grande São Luís, ficam à frente da governança institucional e política do processo, é necessário que se faça a articulação junto à iniciativa privada para que uma governança empresarial da Região Metropolitana seja instituída, haja visto que a integração também se dará na instância econômica”, apontou o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, sinalizando que a instituição, por meio de sua Unidade de Políticas Públicas, possui um vasto portfólio de ações estratégicas para iniciar esse trabalho, como agente articulador tanto dos empresários quanto das instituições de fomento e entidades de classe que estejam voltadas para o mesmo propósito.

Para o Sebrae – que também esteve representado na reunião pelo diretor técnico José Morais e pelo conselheiro Celso Gonçalo, a metropolização da Grande São Luís dinamizará a economia dos quatro municípios, à medida em que um ambiente mais favorável seja difundido e possa beneficiar, com tratamento diferenciado, as microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores individuais e empreendedores rurais.

“Nesse processo, o papel do poder público é fundamental, principalmente no que concerne à criação, regulamentação e implementação da Lei Geral da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, uma política pública que tomou seu lugar de importância para o segmento, buscando abranger aspectos como redução de tributos, desburocratização, acesso a mercado, inovação, tecnologia, formalização, dentre outros.  Entendemos que a Lei Geral traz na concepção e dinâmica de sua implementação, benefícios importantes e essenciais que favorecem o fortalecimento e a sustentabilidade dos pequenos, ajudando a empoderar a economia dos municípios”, apontou Martins.

Palestra sobre o tema

O Sebrae convidou para a reunião técnica o economista, professor da PUC do Paraná e consultor do Sebrae-PR, Wilhelm Meiners, um dos especialistas em metropolização no Brasil e um dos 159 pesquisadores integrantes do Observatório das Metrópoles, um instituto virtual que trabalha de maneira sistemática sobre 14 metrópoles brasileiras e uma aglomeração urbana.

Durante a apresentação, Meiners destacou aos participantes da reunião conceitos históricos, critérios, vantagens e desvantagens das metrópoles, analisando o processo que está acontecendo para a formação da Região Metropolitana da Grande São Luís com base em estatísticas econômicas e sociais dos 13 municípios que serão envolvidos – São Luís, São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar, Alcântara, Bacabeira, Rosário, Axixá, Santa Rita, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande, Morros e Icatu.

“Por critérios semelhantes aos aplicados na definição de Região Metropolitana na década de 1970 pelo IBGE, os quatro municípios da Ilha de São Luís já estão em processo intenso de metropolização, formando um Núcleo Urbano Central.  Já os municípios continentais não se encontram neste processo, apesar de terem uma relação histórica, econômica e de atendimento de serviços da capital e façam parte da área de influência e colar metropolitano de São Luís: eles possuem baixo crescimento demográfico, baixa densidade populacional, baixa diversidade econômica e predomínio rural, reduzida interdependência no mercado de trabalho e baixa integração com o núcleo metropolitano”, destacou Wilhelm Meiners.

O prefeito Domingos Dutra ressaltou que a metropolização da Grande São Luís é esperada há muito tempo e que agora, o momento político é bastante propício. “Temos uma convergência de esforços do Governo do Estado e a boa vontade dos prefeitos: todos nós estamos empenhados para que esse processo finalmente aconteça e cremos que o momento chegou”, enfatizou o prefeito de Paço do Lumiar.

Somando esforços ao processo

Para Pedro Lucas Fernandes, da Agência Executiva Metropolitana, as informações repassadas na reunião técnica com o Sebrae foram elucidadoras e irão enriquecer os debates sobre a metropolização, principalmente no fortalecimento do núcleo central.

“Focaremos nesse primeiro momento na Grande São Luís, de acordo com a determinação do governador Flávio Dino, para fortalecer esse núcleo metropolitano e, depois, partir para os demais que integram a região”, informou Pedro Lucas Fernandes, ressaltando como positiva a proposta do Sebrae de formação de uma governança empresarial metropolitana. “Vamos aprofundar esse assunto e agregar no processo macro de metropolização parceiros que, como o Sebrae, podem contribuir com suas competências”, revelou o presidente.

Para a metropolização será necessário que as prefeituras atualizem os seus respectivos Planos Diretores, pois os mesmos irão compor o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) da Região Metropolitana de São Luís. “É importante que os gestores públicos foquem na atualização dos seus Planos Diretores, pois esse é um requisito básico para o prosseguimento do processo maior”, alertou Pedro Lucas Fernandes.

O Imesc será o órgão responsável por coordenar a construção do PDDI. “Teremos várias fases de construção dessa base de dados e a primeira delas será o diagnóstico participativo, onde contaremos com a administração dos municípios para alimentar as tabelas e nos repassar informações diversas sobre o território. Além das prefeituras municipais, instituições como o Sebrae, podem contribuir muito conosco nesse sentido”, indicou Felipe de Holanda, presidente do Instituto.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Escola de Formação Quilombola inicia atividades em Bequimão

No sábado (25) e domingo (26), aconteceu o 1º módulo da Escola de Formação Quilombola Negro Cosme, projeto idealizado pelo Movimento Quilombola de Bequimão (MoqBeq), com apoio da Prefeitura Municipal de Bequimão, por meio das secretarias municipais de Educação e Agricultura.

A formação promovida neste final de semana teve como tema a “História da luta pela terra no Brasil”, ministrada pelo representante da Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Jonas Borges. Com esses cursos, o MoqBeq pretende fortalecer, organizar e capacitar as lideranças quilombolas para uma atuação mais consciente e mais transformadora.

A capacitação superou as expectativas. “Esperávamos uns 30 inscritos, porém o povo veio chegando e, no 1° dia, já tínhamos 60. Isso mostra que nosso povo está em busca de conhecimento e que não é acomodado, mas sabe aproveitar a oportunidade. A maioria é jovem, o que nos deixa animados, pois sabemos da necessidade de olhar para a juventude quilombola da nossa cidade”, avaliou o assessor do MoqBeq, Fábio Silva, que trabalhou durante muitos anos como agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

À frente da Coordenação Executiva do MoqBeq, estão os quilombolas Dimael, Pinininho e Francisco. Também colaboram o técnico agrícola Carlos Alberto, do Quilombo Ariquipá, e o assessor Thito Fábio.

Município de Bequimão vai participar dos JEM’S 2017

A cidade de Bequimão, localizada a 76 km de São Luís, via MA-106, participará pela primeira vez dos Jogos Escolares Maranhenses – (JEMS). O termo de adesão do município foi entregue na última sexta-feira (24), na Secretaria do Estado de Esporte e Lazer (Sedel), pelo vice-prefeito do município, Sidney Nogueira (Magal).

O vice-prefeito da cidade abordou a primeira participação do município no JEM’S. “Bequimão participará dos Jogos Escolares Maranhenses pela primeira vez este ano. Habilitamos nosso município em três modalidades esportivas muito presentes no dia a dia de nossos alunos, e esperamos que nossos jovens se classifiquem para a etapa final em São Luís”, disse Magal.

Além disso, Sidney Nogueira destacou a importância dos jogos escolares para o Estado. “O JEMS é uma forma de despertar o interesse da nossa juventude para a prática esportiva, fortalecendo a construção dos bons hábitos, valores, disciplina, autoestima, fortalecendo a cidadania e promovendo o intercâmbio cultural entre as diversas cidades participantes”, enfatizou.

A cidade de Bequimão disputará nas modalidades de voleibol, dama e futebol. O secretário de esporte de Bequimão, Kell Pereira, falou sobre a participação dos jovens nos jogos escolares. “Aceitamos de prontidão participar dos JEMS por ser uma competição já conhecida por todos, e que é muito importante para a juventude, que necessita dessa inclusão no esporte”, afirmou.

Para o secretário do Estado de Esporte Lazer, Márcio Jardim, o número de adesões realizadas pelos municípios representa um grande avanço no estímulo ao esporte. “Ao participar dos jogos escolares, as cidades oportunizam aos estudantes a chance de ter contato com o papel socializador que o esporte proporciona”, destacou.

 

POR: ASCOM SEDEL

Secretaria Estadual de Relações Institucionais e Sebrae discutem parcerias estratégicas

As discussões se iniciaram com uma visita de trabalho do titular da pasta ao Sebrae. Uma segunda reunião de trabalho já ficou marcada para próxima semana

 

O diretor superintendente do Sebrae, João Martins e o Secretário Estadual de Articulação Institucional, Pastor Porto

São Luís – O Sebrae no Maranhão e a Secretaria Estadual de Relações Institucionais começaram a discutir parcerias estratégicas para o desenvolvimento de projetos com foco em empreendedorismo social.

As articulações começaram em uma reunião nesta quarta-feira (22), quando o titular da pasta estadual – Luiz Carlos Porto, também conhecido como Pastor Porto – e o secretário adjunto de Programas e Projetos, José Batista da Hora Júnior, estiveram na sede da instituição, em uma visita de trabalho ao diretor superintendente do Sebrae, João Martins.

“Procuramos o Sebrae porque a instituição tem expertise para treinar, orientar e apoiar pessoas e instituições que tem grande potencial e ainda não conseguem desenvolver este potencial. Meu trabalho será de criar pontes e acredito que o Sebrae poderá ajudar a transformar o potencial que temos em realidade”, afirmou Pastor Porto.

O diretor superintendente do Sebrae, João Martins, colocou à disposição o corpo técnico da casa para dar apoio ao trabalho da Secretaria de Relações Institucionais. “O Sebrae está sempre pronto para somar com projetos e propostas que visam o desenvolvimento social e econômico do Maranhão”, disse Martins.

 

REUNIÃO

A primeira reunião de articulação da parceria estratégia entre a Secretaria Estadual de Relações Institucionais e o Sebrae aconteceu na sede da instituição no Jaracaty

Ao final da visita, ficou acertado que uma nova reunião de trabalho acontecerá na próxima quarta-feira (29), com a equipe técnica da Secretaria Estadual de Relações Institucionais e técnicos do Sebrae para discutir o escopo de trabalho para a parceria institucional.

“Estamos saindo daqui muito satisfeitos. Temos certeza que este trabalho conjunto trará resultados muito bons para o Maranhão. O Sebrae vai cumpri seu papel e nos ajudar a cumpri o nosso”, finalizou o secretário Pastor Porto.

 

Fonte: Comunicação Sebrae

 

por A Tribuna de Bequimão

Ponte sobre o Rio Pericumã levará progresso para a população da Baixada Maranhense

Aterro com cascalho de laterita aumentará a resistência do solo e acesso à Ponte Central Bequimão. (Foto: Mozart Magalhães)

 

A construção da Ponte Central Bequimão, aguardada por décadas pela população da Baixada Maranhense, vai aumentar o progresso social e econômico na região. A obra de alta complexidade contará com um investimento de R$ 70 milhões e proporcionará uma nova rota para transporte e logística, facilitando assim o escoamento de produtos da região. Vai facilitar também o turismo aumentando a rota de integração do Maranhão com o estado do Pará.

Para a construção da via de acesso, que possibilitará o trabalho de fundação da ponte, está sendo realizado um aterro específico com um tipo de ‘cascalho de laterita’ para aumentar a resistência do solo mole que tem 25 metros de lama no local. Com a finalização dos serviços de sondagem será iniciada a colocação do estaqueamento (colocar as estacas dentro do rio) que dará início aos serviços de fundação da ponte.

Com extensão de 589 metros, a ponte vai interligar 13 municípios da Baixada Maranhense e diminuir distâncias e período de deslocamentos. “A ponte é o sonho desses 13 municípios. A empresa está lá trabalhando, ela fez o acesso em Bequimão e vai começar a obra dentro do Rio Pericumã, agora. É uma obra complicada por estar em solo mole, mas mesmo assim o estaqueamento começa em um mês. É uma obra complicada, mas ela vai ficar pronta”, afirmou o governador Flávio Dino.

O secretário de Infraestrutura do Estado, Clayton Noleto, destaca o andamento dos trabalhos de execução da ponte. “Nós já estamos com as obras em andamento. Estamos às margens do rio já com atividade, em breve estaremos trabalhando dentro do rio com a maior atenção e dedicação para que essa obra seja rapidamente concluída. É o sonho de toda a Baixada realizado, promovendo o desenvolvimento econômico e social, melhorando a qualidade de vida das pessoas”, disse o secretário, Clayton Noleto.

O pecuarista Samuel Sodré já utiliza o acesso às margens do Rio Pericumã na compra de gado no município de Central e atravessa o rebanho pelo rio utilizando uma canoa. “Pra gente vai ser mais perto chegar em Bequimão do que por Pinheiro. Hoje, é sacrifício, porque a gente traz o gado de canoa, é difícil demais, puxado. Com a ponte é diferente, não precisa puxar nada. Vai ser mais econômico, aqui a gente paga R$ 50 para atravessar cada boi. Vai diminuir o estresse do animal, atravessar essa água todinha, ser arrastado para subir é ruim demais” explica Samuel.

Foto: Mozart MagalhãesO novo acesso à ponte vai beneficiar outros moradores da Baixada, como a comerciante do município de Bequimão, Hilda Pires: “Acho que vai melhorar e para todos da região. Aqui, a gente passa muito mal com a poeira, agora que a gente está podendo respirar por causa da chuva. Mas no verão, adeus, tem que ficar tudo fechado”. Aguardando a construção da ponte, dona Hilda já faz planos para aproveitar o fluxo de pessoas que irão utilizar o novo trecho com o benefício. “Acho que vou aumentar meu negócio, abrir uma lanchonete talvez”, disse.

Obra de complexidade

A obra é um grande desafio da engenharia maranhense, executada com técnicas precisas. A empresa conta com dois canteiros de obras instalados no município de Bequimão, onde têm sido depositados os equipamentos que serão utilizados na etapa de fundação da ponte. Para a construção serão utilizadas máquinas especiais e adaptação de equipamentos à realidade técnica do projeto. Martelos vibratórios, guindastes de 170 toneladas, fábrica de estaca e equipamentos náuticos estão sendo mobilizados e muitos já se encontram no local para seguir o cronograma estabelecido para o trabalho.

Em Mirinzal, uma das cidades que será beneficiada com a nova ponte, os comerciantes acreditam na economia de tempo e dinheiro com o encurtamento das distâncias. “Hoje essa ponte é uma coisa vital para região. Será de suma importância porque acredito que diminuirá e muito, tanto em distância, quanto em gasto e tempo. Temos muitos estudantes em São Luís daqui da região que precisam se locomover e ir por Pinheiro é uma coisa desnecessária. Essa ponte será um marco para a região por décadas e décadas e para a vida inteira”, afirmou Emanuel Ribeiro, comerciante há 14 anos.

O mototaxista de Mirinzal, Aderaldo Rodrigues comemora o acesso que será facilitado: “Essa ponte saindo é muito bom pra gente. É uma benção pra gente principalmente que trabalha de mototaxi. A gente vai poder ir direto até lá em São Luís depressinha”, destaca.

 

Fonte: Agência de Notícias Governo do Estado do Maranhão

por A Tribuna de Bequimão

ALCÂNTARA: A ROMA BRASILEIRA – PRAIAS, QUILOMBOS E PATRIMÔNIOS

 

A cidade de Alcântara pode ser considerada a “Roma Brasileira”, pois reúne os principais monumentos artísticos e históricos do estado do Maranhão. A antiga cidade está localizada em plena Amazônia Legal, cercada por uma das maiores áreas de mangue do mundo e onde se descortinam  praias desertas e preservadas e ilhas repletas de histórias e lendas. Reconhecida como Patrimônio Nacional pelo IPHAN, o estilo colonial de seu importante conjunto arquitetônico reflete uma história de opulência e riqueza, quando foi habitada por ricos barões.

 

Foto: Cláudio Lacerda Oliva

 

Suas principais atrações devem ser visitadas a pé, em caminhadas por ruas calçadas de pedra do seu centro histórico. O roteiro pode ter início na Praça da Matriz, onde se encontra a Casa da Câmara e Cadeia, o Museu Histórico e Artístico de Alcântara, as igrejas coloniais e a Casa do Divino. Alcântara tem na festa do Divino a sua maior celebração religiosa. Esse ano a festa irá acontecer de 24 de maio a 4 de junho. Centenas de turistas e festeiros invadem as ruas do centro histórico para acompanhar os cortejos ao Divino.

 

 Praias, ilhas e quilombo

Saindo da parte histórica, o visitante pode realizar passeios de barco por igarapés amazônicos e visitar a ilha do Livramento. Lá vive dona Mocinha e seu fiel escudeiro, Ribamar, apelidado carinhosamente de Punk. Eles vivem numa casinha de palha e são os verdadeiros guardiões da ilha e os responsáveis pelo atendimento aos turistas que desejam acampar ou passar o dia por lá.

Foto: Adilson Zavazire

Depois de explorar a ilha numa deliciosa caminhada,  chega-se ao final da praia de quase três quilômetros de extensão, onde correm das falésias avermelhadas, uma água doce e geladinha para tirar o sal do corpo num banho relaxante e natural.  O roteiro continua de barco, percorrendo as águas fortes dessa bela Bahia onde se navega por uns 30 minutos para observar um espetáculo único, o voo dos guarás, aves de plumagem vermelha, encontradas com frequência na região. São balés intrigantes que rasgam os céus num espetáculo digno da abundante fauna da região.

Foto: Adilson Zavazire

Outro local indispensável é passear na comunidade Quilombola de Itamatatiua, onde cerca de 165 famílias resistem e mantém as suas tradições. Uma das atrações é conferir o trabalho das artesãs negras que criam peças de barros em estilo único. Jarros, pratos, louças e bonecas trabalhadas manualmente por elas.

Fotos: Adilson Zavazire

 

 

 

 

 

 

 

Aproveite para visitar a capela de Santa Thereza que se transformou na protetora das casas. Uma das coordenadoras da comunidade,é a Sra Neide de Jesus, 67 anos. Ela afirma que cerca de 20 artesãs trabalham na confecção das peças de artesanato em argila. A comunidade completará em junho próximo 309 anos e é uma resistência a todo o processo de desocupação realizado no interior e distritos de Alcântara, principalmente nas últimas cinco décadas, onde a região se tornou área de segurança nacional em função da base de lançamento de foguetes.

 

Foto: Adilson Zavizare

Aprofundar-se nas entranhas ainda mais remotas de Alcântara é surpreender-se com a praia de Mamuna; Num encontro do rio com o mar, seus cinco quilômetros de praia virgem ,contrastam com arrecifes e falésias avermelhadas. Do alto deles fique atento, pois na maré alta, dá pra ver o balé delicado dos botos, que brindam os turistas com malabarismos e mergulhos únicos. Essa praia tem pouquíssima estrutura. Pra completar contrate a dona miúda, uma negra que prepara sob encomenda um cardápio regional. Peixada, arroz de cuxá, galinha e peixe frito num sabor pra lá de natural. A comida sai a R$ 25,00 por pessoa com direito a saladinha e suco natural.

Como chegar

 A maneira mais fácil para se chegar a Alcântara a partir de São Luis, é por meio da travessia da Baía de São Marcos, que separa a capital e a cidade histórica de Alcântara. A travessia é feita por lanchas e catamarãs, que, de acordo com a tábua das marés, partem diariamente do terminal hidroviário da Praia Grande, que fica no Centro Histórico. Para quem pretende explorar mais a região, pode tomar o Ferry boat que tem partidas a cada hora e meia.

Outra opção é contratar os serviços da Caravelas Turismo – caravelasturismo.com.br, uma das pioneiras no receptivo em São Luis e especializada em Alcântara. Procure contratar o guia Naílton Lobato. Natural da cidade a sua família é uma das mais tradicionais de Alcântara. Todos os conhecem por lá. Muitas das lendas aprendeu com seu avô.

Onde comer

Localizado bem ao lado de uma capela, no alto de uma falésia o Restaurante Cantaria possui a mais privilegiada vista da Ilha do Livramento. O prato imperdível é a fritada de camarão – com certeza a melhor de todo Maranhão. Experimente também o vatapá, e os deliciosos peixes locais, além do indispensável arroz de cuxá. Beba o suco natural de Bacuri, De sobremesa mouses de frutas regionais e o famoso e exclusivo  Doce  Espécie, tipicamente de Alcântara. Por R$ 200,00 se come fartamente até cinco pessoas.

Onde ficar

Para se hospedar arrisque a Pousada Bela Vista um pouco longe do centro histórico mas com uma vista incrível. A Pousada dos Guarás fica colada ao imenso manguezal e possui quartos bem equipados com tv a cabo e frigobar. Cuidado apenas com os inconvenientes das muriçocas que não dão sossego.

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva

Foto destaque por: Adilson Zavarize

 

Fonte: Qual Viagem

 

 

por A Tribuna de Bequimão

A água na Baixada Maranhense

Expedito Moraes*

Dia da água. Chove bastante nas cabeceiras de alguns rios maranhenses. O Maranhão possui, segundo o Núcleo Geoambiental da UEMA,12 bacias hidrográficas, Gurupi, Tocantins, Parnaíba, Turiaçu, Maracaçumé, Litoral Ocidenta (incluindo Pericumã e outros da região),  Mearim (a maior de todas), Itapecuru, Munim, Preguiças, Periá e a menor de todas, da ilha de São Luís;  que drenam todo o território maranhense, embora, uns mais outros menos. Entretanto, a Região da Baixada drenada pelos rios Pindaré (afluente do Mearim), Pericumã, Aurá, Turiaçu e outros é a que mais sofre a influência dos invernos e verões. Entenda que chamamos de inverno o período chuvoso e verão o contrário.

Na BAIXADA durante quatro meses do ano, como agora, não se constrói nada porque tem água de mais; depois tem quatro meses para se fazer muita coisa, inclusive recuperar o que a água levou ou estragou; em seguida mais quatro meses que não se produz nada porque não tem água nem pra beber.

O Rio Maracú é um pequeno afluente entre o Rio Pindaré e o Lago de Viana e este tem conexão com outro lagos como Itans, Aquirí, Formoso, Penalva, etc. essa é a Região dos Lagos. Neste período não há como distinguir uma coisa da outra, é um imenso pantanal, somente os tesos não submergem.

De agosto a dezembro estará tudo diferente, muita poeira, pasto seco, animais morrendo de sede e fome, os humanos sem comida e sem água potável é a miséria onde podia ser um celeiro de produção de alimentos.

Nos últimos anos outra ameaça: a invasão das águas salgadas da Baia de São Marcos nos campos da Baixada, que além da salinização dos campos está mudando a paisagem e costumes dos baixadeiros.

Um grande Projeto chamado DIQUES DA BAIXADA, um sonho antigo, encontra-se a cargo da CODEVASF, existe a possibilidade de transforma-se em realidade nestes próximos anos. Por outro lado o Governo do Estado mobiliza esforços para implantar o projeto DIQUES DE PRODUÇÃO em vários trechos dos 31 municípios da região que servirá para o transporte, contenção de água de chuva e produção de alimentos.

O objetivo de um e de outro é a manutenção de água doce nos campos baixos e conter a entrada de água salgada na região.

Um terceiro projeto seria a construção da BARRAGEM NO RIO MARACU, em CAJARÍ, com objetivo de perenizar os lagos dessa região. Caso contrário continuará assim como no verão de 2016, onde pescadores encontraram filhote de tubarão nas rasas águas do Lago de Viana.

Os governos municipais, estadual e federal devem tomar a iniciativa de intervir planejadamente neste território. Isto permitirá tirar esta Região com mais de 750 mil habitantes do estado de pobreza, onde tudo está por fazer e o IDH é um dos mais baixos país do país.

*Membro do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

 

Fonte: Vianensidades

por A Tribuna de Bequimão