Bequimão festeja padroeiro Santo Antônio

Foram 13 noites de homenagens ao padroeiro do município de Bequimão, Santo Antônio. Durante o festejo, que começou no dia 1º de junho e se estendeu até a última terça-feira (13), os católicos bequimãoenses se dirigiram à Igreja Matriz, no Centro, para celebrar o santo conhecido, popularmente, por ser casamenteiro.

As noites do festejo iniciavam com a celebração de uma missa. O padre Domingos, pároco de Bequimão, convidou padres das paróquias vizinhas para presidirem as celebrações. Depois da ladainha, nas barraquinhas montadas na Praça Santo Antônio, os devotos aproveitavam as comidas típicas e participavam de brincadeiras, entre elas o já tradicional leilão.

Houve, ainda, o desfile das baronesas, príncipes e princesas, além de apresentações culturais. Essas atrações deixaram a cidade mais movimentada, atraindo mais pessoas para acompanhar a programação religiosa. “O festejo foi muito bom. Participaram da organização todos os grupos que fazem parte da nossa comunidade. É um tempo de reforçar a nossa união e de receber muitas graças do nosso padroeiro”, contou a devota Vitória Gomes.

No encerramento do festejo, no dia 13, os devotos saíram pelas ruas de Bequimão, em procissão, demonstrando publicamente sua fé. Depois, foi celebrada a missa solene e, mais tarde, a banda católica Louvarte subiu ao palco. Os fiéis ainda tiveram ânimo para uma quadrilha improvisada.

Noite de encerramento

O prefeito de Bequimão, Zé Martins, acompanhado de secretários municipais e amigos prestigiou o encerramento do Festejo de Santo Antônio, padroeiro da cidade. Ele foi à Igreja Matriz para cumprimentar o padre Domingos pela organização da festa religiosa. Também participaram o vice-prefeito Sidney Nogueira (Magal) e o deputado estadual Zé Inácio.

Santo Antônio

Fernando Antônio de Bulhões nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto do ano de 1195. De família nobre e rica, era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exército de Dom Afonso e de Tereza Taveira. Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa. Ele gostava de estudar e de ficar mais recolhido. Aos 19 anos, entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares, de Santo Agostinho, contra a vontade de seu pai.

Antônio foi ordenado sacerdote na cidade de Coimbra. Logo se viu o dom da palavra que transbordava do jovem padre agostiniano. Ele tinha conhecimento e grande poder de pregação. Em Coimbra, o padre conhece os freis franciscanos e entusiasma-se pelo fervor e radicalidade com que viviam o Evangelho.

Santo Antônio pede para ir ao Marrocos pregar o Evangelho. No meio do caminho, porém, Frei Antônio fica muito doente e é forçado a voltar para Portugal. Na viagem de volta, o barco é desviado e vai parar na Itália, na Sicília, onde encontra mais de 5 mil frades franciscanos. Lá, Antônio conhece pessoalmente São Francisco de Assis.

Protetor das coisas perdidas. Protetor dos casamentos. Protetor dos pobres. É o Santo dos milagres. Fez muitos ainda em vida. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos cegos, surdos, coxos e muitos doentes ficavam curados. Redigiu os Sermões, tratados sobre a quaresma e os evangelhos, que estão impressos em dois grandes volumes de sua obra.

A devoção ao santo, em Bequimão, é antiga. O local onde hoje fica o município já chegou a se chamar Santo Antônio e Almas. A ideia partiu de Antônio Rodrigues, quando a Igreja Católica recebeu doação de uma área para construção de uma capela dedicada ao padroeiro.

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