Lançada em Cururupu a 14ª edição da Agritec

O Sebrae é parceiro do Governo do Estado na realização do evento. Dezenove municípios que integram o território foram convidados e enviarão suas caravanas formadas por produtores que comercializarão seus produtos e participarão de toda a programação.

 

A 14ª edição da Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec) – Território da Baixada, que será realizada nos dias 07, 08 e 09 de dezembro, na cidade de Cururupu, foi lançada oficialmente na tarde desta segunda-feira (06), em uma solenidade no Centro de Convenções do município.

A feira é uma realização do Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual da Agricultura Familiar (SAF), com o apoio do Sebrae, da Prefeitura Municipal de Cururupu, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e diversas entidades, sindicatos, associações e movimentos.

“Em 2017, o Sebrae renovou a parceria com o Governo do Estado, pois percebe que a Agritec é uma grande oportunidade para os pequenos produtores rurais se atualizarem e terem acesso a novas tecnologias, o que consideramos algo positivo e que contribui para o incentivo ao empreendedorismo”, afirma João Martins, diretor superintendente do Sebrae no Maranhão.

O lançamento contou com a presença do gestor de projetos do Sebrae em Pinheiro, Breno Soeiro, que na ocasião representou a instituição parceira,  o secretário estadual da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, da prefeita de Cururupu, Professora Rosinha, do secretário adjunto de Agricultura Familiar do Estado, Francisco Sales, da superintendente da SAF e coordenadora da Agritec, Marilene Bandeira, além de representantes do poder público municipal, de órgãos estaduais ligados a agricultura, sindicatos e associações.

O Secretário Estadual de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, disse acreditar que a 14ª edição da feira realizada em Cururupu, tem tudo para ser uma das maiores já realizadas.

“Só é possível ter ideia da importância de uma Agritec e o que ela representa de positivo para uma região quando se sedia e participa de uma edição, é uma feira grandiosa, de um alcance e um retorno tremendo para todos aqueles que participam. A agricultura familiar hoje no estado do Maranhão tem visibilidade e muito disso se deve ao legado que está sendo construído pela Agritec e ao compromisso dos nossos parceiros e produtores, por isso acreditamos que essa edição pode ser do tamanho que todos nós quisermos e será gigantesca sem dúvida nenhuma”, enfatizou Soares.

Secretário Estadual da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, discursa durante a abertura oficial da 14ª Agritec.

A Agritec – Território Baixada Ocidental, terá como principal objetivo proporcionar ao agricultor familiar de toda região a oportunidade de conhecer e ter acesso a tecnologia que movimenta o mundo do agronegócio, além de poder comercializar os seus produtos para visitantes de todo o estado.

Para a prefeita anfitriã da Agritec – Território Baixada Ocidental a feira é uma grande oportunidade de atrair desenvolvimento para toda a região.

“Pela primeira vez a região do litoral ocidental sedia um evento dessa magnitude é nossa obrigação realizar uma grande feira e mostrar que a nossa região tem potencial, riquezas e um povo trabalhador”, projetou Rosinha.

Público presente no lançamento da 14ª edição da Agritec – Território Baixada Ocidental.

A FEIRA

Dezenove municípios que integram o território foram convidados e enviarão suas caravanas formadas por produtores, que comercializarão seus produtos, participando ainda de toda a programação de cursos, palestras, mesas redondas e oficinas que serão realizadas nas áreas de pesca, piscicultura, horticultura, fruticultura, mandiocultura, caprinocultura, gestão e comercialização de produtos e oportunidades de negócios para a agricultura familiar.

Capacitações na área da gastronomia e apresentações culturais complementam a programação da feira que acontecerá na praça Sesquicentenário (Antigo Aeroporto) no bairro Jacaré em Cururupu.

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Em entrevista, superintendente do Sebrae faz balanço de ações da instituição

Em entrevista exibida no dia 26 de março no Programa Maranhão Rural, da Tv Difusora, o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, fez um breve balanço das ações da instituição em 2016, com foco nas áreas de agronegócios, educação empreendedora e desenvolvimento territorial.

 

A Baixada Maranhense foi um dos destaques da entrevista, onde o executivo destacou ações como o projeto de desenvolvimento econômico e territorial (DET) desenvolvido em 11 municípios do Litoral Ocidental, o Polo de Empreendedorismo Rural da Baixada, entre muitas outras ações, que podem ser conferidas no vídeo abaixo, disponibilizado no canal do Sebrae no Youtbe:

 

 

Comissão da Câmara Federal aprova projeto que faz da Baixada área de atuação da Codevasf

Foi aprovado, nesta quarta-freira (05), pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara de Deputados, o projeto  de autoria do senador Roberto Rocha (PSB) que trata da ampliação da área de atuação da Companhia dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf)  para todo o Maranhão.

O deputado Hildo Rocha (PMDB), foi o relator da matéria, e destacou mencionou o empenho de Roberto Rocha em prol do trabalho da companhia, no sentido de garantir inúmeros benefícios para os municípios maranhenses.  “O parlamentar tem destinado emendas para garantir o trabalho da Codevasf no Maranhão desde o seu mandato como deputado federal”, frisou Hildo Rocha.

Caso seja aprovada pelo plenário, passam a fazer parte da área de atuação da companhia federal as bacios dos rios Tocantins, Gurupi e toda a Baixada Ocidental Maranhense, onde há um dos maiores projetos de irrigação, a Barragem de Pericumã, em Pinheiro.

As emendas parlamentares constituem uma importante fonte de financiamento das ações da Codevasf, o que reforça a necessidade da alocação desses recursos de forma a possibilitar que sua destinação coincida com os programas e projetos da Companhia, complementando os recursos alocados.

Somente em 2016, os recursos do Orçamento Geral da União destinados por emendas parlamentares para garantir as ações executadas pela 8ª Superintendência Regional da Codevasf em regiões do Maranhão castigadas pelas estiagens somam mais de R$ 42 milhões.

O projeto agora segue para a Comissão de Cidadania e Justiça para pequenos ajustes.

Maranhão Hoje

Morre aos 37 anos o prefeito de Central do Maranhão

Prefeito Epitácio ao lado do vice Ismael Monteiro

Prefeito Epitácio ao lado do vice Ismael Monteiro

Morreu na madrugada deste sábado (4), o prefeito da cidade de Central do Maranhão, Epitácio Azevedo Flor (PSB). Ele tinha 37 anos, e faleceu vítima de um infarto fulminante. Após mal, Epitácio ainda chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital.

Epitácio era natural da cidade de Mirinzal, na Baixada Maranhense, para onde o corpo será levado. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento de Epitácio Flor, que havia disputado a prefeitura em 2012, mas acabou sendo derrotado por Benedito Barros, que também faleceu e deixou o cargo para o vice.

O prefeito era professor, formado em História e lecionava no ensino fundamental do município. O gestor estava em seu primeiro mandato como prefeito. Ele foi eleito em outubro do ano passado com 3.094 votos, o que corresponde a 59,22% do eleitorado de Central.

Epitácio foi eleito pela coligação ‘Juntos pelo povo de Central’, formada pelos partidos PSB, PRB, PT, PSDB e PC do B. O vice-prefeito Ismael Monteiro (PSDB), que é irmão do ex-prefeito Iran Monteiro, vai assumir o comando do município.

Fundada em 10 de novembro de 1994, Central do Maranhão tem 22 anos, e perde seu segundo prefeito por motivo de Morte. Com aproximadamente 10 mil habitantes, o município faz divisa com Bequimão, Pinheiro, Mirinzal e Guimarães.

Epitácio Azevedo Flor governou o município de Central em apenas 62 dias, já que ele foi empossado dia 1º de janeiro deste ano e morreu nesta madrugada, 4 março. O município está triste, a classe dos professores perde um defensor.

Do Blog do Vandoval

Obra do Cujupe prioriza mão-de-obra local

Terminal do Cujupe, principal porta de entrada para a Baixada Maranhense

Terminal do Cujupe, principal porta de entrada para a Baixada Maranhense

Com grande parte da mão de obra formada por trabalhadores da região, começa nos próximos dias a obra de reconstrução do novo Terminal do Cujupe, que marca a segunda etapa do projeto de melhorias do Governo do Maranhão para aquele terminal. A primeira etapa, de instalação de 365 metros de passarelas cobertas, foi entregue no final de 2016, antecipando-se ao período de chuvas. Agora, logo depois do carnaval, começa a construção de uma nova estrutura para embarque multimodal de passageiros, beneficiando tanto o transporte aquaviário quanto o rodoviário, que movimenta, a cada ano, 1,7 milhão de pessoas e cerca de 300 mil veículos.

“Essa obra representa um novo momento para a população da Baixada Maranhense, gerando mais negócios, mais investimentos e mais desenvolvimento para essa região tão importante”, afirma o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária – EMAP, Ted Lago.

O novo terminal, orçado em R$ 12,6 milhões, além da concepção multimodal, contará com um sistema de reaproveitamento de águas de chuvas, reformulação de pátio de espera e estacionamento, reforma estrutural da área do entorno, reorganização do comércio ambulante e pavimentação de toda a área do terminal.

Segundo o representante da construtora responsável pela obra, Francisco Alves Junior, contratar mão de obra local é vantajoso para todos. Para a empresa, significa redução de custo (alojamento e transporte, por exemplo) e tempo.  “De fora da região vamos trazer somente o corpo administrativo. A maioria dos trabalhadores vai ser aqui mesmo do Cujupe e da região. Fizemos uma pré-seleção no terminal e conseguimos, com apoio do SINE, direcionar, de acordo com as nossas necessidades, oficial de obra, carpinteiro, pedreiro e também vigia, almoxarife, assistente de RH. Todo esse pessoal a gente conseguiu aqui na comunidade”, disse.

 

Evento reuniu empreendedores do terminal e detalhou as fases da obra e trabalho de qualificação que será feito em parceria com o Sebrae

Evento reuniu empreendedores do terminal e detalhou as fases da obra e trabalho de qualificação que será feito em parceria com o Sebrae

Força-tarefa

O governador Flávio Dino determinou atenção especial à comunidade do Cujupe durante todo o processo de implantação do novo terminal e desde o início da gestão, em 2015, um trabalho multidisciplinar vem sendo desenvolvido, sob a coordenação da área de Responsabilidade Social da EMAP, com apoio de diversos órgãos estaduais. O objetivo é preparar os membros da Associação dos Vendedores Ambulantes do Terminal do Cujupe para atuar na nova estrutura.

Na noite da última sexta, 16, o Governo do Maranhão apresentou o projeto do Novo Terminal do Cujupe à Associação. O encontro, dentro do terminal, contou com a presença da equipe técnica da EMAP e representantes das secretarias de Emprego Trabalho e Economia Solidária (SETRES), Agricultura Familiar (SAF), do Sebrae e da empresa responsável pela obra. A gerente de Responsabilidade Social da EMAP, Deborah Baesse, representando o presidente da EMAP, Ted Lago, convocou os comerciantes a enfrentar o período de obras com tranquilidade e foco nos resultados que virão para todos. Importante destacar que a obra será realizada em duas etapas, com o cuidado de manter as operações.

“Os empreendedores que tiram seu sustento da atividade no terminal serão capacitados para trabalhar em boxes dentro do novo Cujupe. Para isso a EMAP contratou o SEBRAE-MA, que inicia nesta segunda-feira um trabalho que prevê análise de viabilidade econômica e das necessidades de adaptação, melhoria dos micro e pequenos empreendimentos instalados no local”, afirma Deborah Baesse.

Emprego e renda

O ordenamento dos ambulantes será realizado com base em dois fatores: o consumidor, que terá um espaço revitalizado e seguro no que se refere ao consumo de alimentos. Já os empreendedores passarão a enxergar a sua atividade como um negócio que gera renda e pode melhorar, continuamente, a qualidade de vida da população que reside no entorno do terminal e a economia, com o estímulo à produção local.

Presidente da EMAP, Ted Lago, e diretor superintendente do Sebrae, João Martins, formalizaram em dezembro do ano passado a parceria para qualificar os empreendedores do Terminal do Cujupe

Presidente da EMAP, Ted Lago, e diretor superintendente do Sebrae, João Martins, formalizaram em dezembro do ano passado a parceria para qualificar os empreendedores do Terminal do Cujupe

“Se haverá um novo terminal, com uma nova estrutura para os passageiros, é necessário que haja também uma nova maneira de atender os usuários do sistema hidroviário com oferta de produtos certificados e seguros. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do empreendedorismo na região da Baixada e entre os que já empreendem no Cujupe”, afirma o diretor superintendente do Sebrae, João Martins.

“A Associação está muito feliz com essa palestra e com a parceria que a gente tem com a EMAP, que tem nos ajudado muito em tudo o que precisamos. E através dessa obra aqui nós esperamos que toda a comunidade do Cujupe e toda a Baixada seja beneficiada”, comentou seu Antônio Dionísio, presidente da entidade, ao final do encontro.

A supervisora Isaura Moreira Lima, da Secretaria de Estado do Trabalho, participou da reunião para falar sobre a atuação do Sistema Nacional de Emprego – SINE nesse cenário. “O SINE está cadastrando, selecionando e encaminhando pessoas aqui da comunidade do Cujupe e entorno, de acordo com o perfil que a empresa vai precisar para a construção do novo terminal e vai atuar durante todo o período da obra”, explicou. “Nosso papel aqui é auxiliar e dar oportunidade ao trabalhador maranhense nessa obra.”

Para a Secretaria de Agricultura Familiar o foco é identificar a cadeia produtiva. “Estamos fazendo um estudo para saber o que eles fazem e identificar a cadeia produtiva. Vamos olhar para o que eles vendem e orientá-los a produzir a matéria-prima, e fortalecendo a cadeia produtiva para que o recurso gire dentro da comunidade”, afirmou o superintendente da SAF, Pedro Belo.

Todo esse esforço está alinhado com a missão que o governador Flávio Dino confiou à gestão da EMAP, que é a de consolidar o Porto do Itaqui e seus terminais externos como meio de desenvolvimento para o Maranhão e sua área de influência, contribuindo para o desenvolvimento do estado, gerando emprego e renda.

O QUE JÁ FOI FEITO

O elo de maior contato da comunidade com a EMAP são os terminais externos, sobre os quais a EMAP responde pela infraestrutura e segurança dos usuários. Ainda em 2015 o Governo do Estado regulamentou o serviço de transporte aquaviário com a criação da Agência Estadual de Transporte Aquaviário e Mobilidade Urbana (MOB).

De 2015 para cá muitos foram os avanços: O Terminal da Ponta da Espera e concluído o projeto para a construção do novo Terminal do Cujupe. Ao longo do ano a Ponta da Espera ganhou uma unidade do Juizado de Menores, sistema de informação em circuito fechado de televisão (nos dois terminais), embarque preferencial (van para transporte de pessoas com mobilidade reduzida) e estratégia de ordenamento de fluxo de veículos e passageiros em feriados. A ação reduziu a espera e melhorou o atendimento. Além disso, foi instalado serviço de internet gratuita aberta a todos os usuários nos dois terminais.

No final de 2016 foi entregue à população a nova Área de Vivência da Ponta da Espera e as novas passarelas do Cujupe.

 

Fonte: ASCOM EMAP

Projeto Diques da Baixada: agora vai!

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No dia 25 de novembro, o senador Roberto Rocha fez a apresentação do Anteprojeto de Engenharia do Sistema de Diques da Baixada aos membros do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense. No dia anterior, em Brasília, o parlamentar havia recebido o anteprojeto das mãos da diretoria da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Estão previstos recursos de R$ 21 milhões, em 2017, destinados para estudos e projetos (estudo ambiental, cartografia, projeto nível básico e projeto nível detalhado); e outros R$ 90 milhões, a partir de 2018, para a execução da obra propriamente dita. Os recursos estão garantidos pela Codevasf e por emendas da bancada federal maranhense.

De acordo com o anteprojeto da Codevasf, os objetivos propostos são: proteção das áreas mais baixas contra a entrada de água salgada pelos talvergues naturais (igarapés); contenção e armazenamento da água doce nos campos naturais, retardando o escoamento para o mar, sem alterar as cotas máximas naturais de inundação; aumento da disponibilidade hídrica para usos múltiplos (abastecimento humano, dessendatação animal, pesca artesanal, agricultura familiar irrigada, piscicultura etc); aumento da oferta de alimentos na região e redução da pobreza rural, evitando o êxodo para São Luís.

De sua vez, o anteprojeto elenca como benefícios esperados: sistema de defesa contra a intrusão salina; retenção da água originária da estação chuvosa; oferta de água no período crítico da estiagem anual; desenvolvimento de novos arranjos produtivos nas áreas de pecuária, agricultura familiar irrigada, pequenas criações e piscicultura; promoção da cidadania e inclusão social e preservação do meio ambiente da Baixada Maranhense.

O Anteprojeto de Engenharia do Sistema de Diques da Baixada prevê a construção de uma barreira de barro (utilizando barro do campo) com extensão de 71km, margeando a baía de São Marcos. Com a retirada do barro será aberto um canal com largura média de 30m e 1,50m de profundidade, que possibilitará o tráfego de pequenas embarcações entre Viana e Bacurituba durante todo o ano. Os diques terão 19m de largura, sendo 13m de pista de rolamento e uma altura média de 5m.

Ao longo dos diques serão construídos 23 vertedouros que permitirão o controle da lâmina de água, bem como a velocidade de escoamento das águas dos campos. É de suma importância esclarecer que os diques não acarretarão a perenização das águas dos campos, ou seja, o ciclo natural da Baixada será mantido, haverá época de cheia e época de seca. Apenas a época de cheia se prolongará por mais tempo. Também não haverá alagamentos, pois a água continuará atingindo os mesmos locais.

Do Blog Flavio Braga

Roberto Rocha apresenta anteprojeto “Diques da Baixada” para Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

Roberto Rocha explica como se dará o projeto dos diques

Roberto Rocha explica como se dará o projeto dos diques

O senador licenciado Roberto Rocha (PSB) apresentou na última sexta-feira, 25, a membros do Fórum de Defesa da Baixada Maranhense, o anteprojeto de construção dos “Diques da Baixada”, para o qual serão investidos R$ 21 milhões em 2017, destinados ao projeto executivo, e outros R$ 90 milhões, a partir de 2018, para a execução da obra.

O anteprojeto foi entregue a Roberto Rocha pela diretoria da Codevasf, em reunião ocorrida em Brasília, dias antes da reunião com o Fórum, em São Luís.

Os recursos foram garantidos via Codevasf, sendo parte dele originado de emendas da bancada federal maranhense, no valor de 60 milhões, mas, com o empenho direto de Roberto Rocha, que chegou a interceder junto ao relator da comissão responsável pelo projeto, Senador Waldemir Moka, solicitando, atenção especial como esperança de transformação socioeconômica e oportunidade de beneficiar, diretamente, mais de 1 milhão de pessoas com água própria para o consumo, além de ampliar a fronteira agrícola e pecuária do estado.

“Será a redenção da baixada maranhense”, afirma o senador, ao se referir ao projeto “Diques da Baixada”, que prevê a elaboração, licenciamento e implantação de uma obra, cujo objetivo é o controle das áreas de inundação, solucionando o problema de salinização dos campos, provocado pela água do mar, que invade os rios e torna as áreas improdutivas, além de reduzir o volume de água para o consumo.

Trata-se de uma demanda antiga da população do nordeste do Maranhão, que possui uma realidade contraditória, agraciada com água em abundância, mas sem poder usufruir pela falta de tecnologias para o tratamento.

 

Do Blog do Marco D’Eça

Seca na Baixada: mais um ano de flagelo

* Flávio Braga

forumEm 2016, a Baixada mais uma vez enfrenta a crueldade da estiagem. A falta de água já se tornou uma calamidade pública anual, visto que submete as comunidades rurais às mesmas privações e ao mesmo suplício em todos os verões maranhenses. O que mais nos angustia é que se trata de uma tragédia previsível e anunciada, incapaz de sensibilizar as autoridades que tem o poder de minimizar tamanho flagelo.

É muito revoltante lembrar que entre os meses de abril e agosto a Baixada fica coberta por um verdadeiro mar de água doce. Entretanto, na época do abaixamento (entre julho e setembro), essa água escoa para o mar e os campos da Baixada se transformam numa paisagem árida, imprópria para qualquer atividade produtiva, como consequência direta da omissão, descaso e negligência do Poder Público.

Além da estiagem que assola a Baixada todos os anos, ela ainda padece com a progressiva invasão da água salgada (salinização), que produz grandes manchas brancas na superfície dos campos (acúmulo de sal).

Quem conhece a região sabe que a retenção da água doce nos campos da Baixada representa a maior riqueza para as atividades de pesca de subsistência, pecuária, piscicultura, agricultura familiar e pequenas criações, como galinhas, patos, porcos, caprinos e ovinos.

Nesse contexto, a construção dos Diques da Baixada se tornou uma necessidade imperiosa para amenizar o tormento infligido pela seca e pela salinização. O projeto da Codevasf conta com 60 milhões de reais previstos previstos no Orçamento Geral da União para o ano de 2017. A região onde serão construídos os 72 quilômetros de diques é formada por campos inundáveis com abundância de água doce, peixes nativos, fauna e flora exuberantes, de suma importância para a sustentabilidade das comunidades da microrregião.

Os diques serão responsáveis por impedir o avanço da água salgada (salinização) rumo aos campos alagados da Baixada, armazenando água doce por um período de até seis meses, durante a estação chuvosa, retardando o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação. É justamente a retenção da água doce que irá viabilizar a implementação de novas experiências nas atividades de pecuária, agricultura familiar irrigada, pequenas criações e piscicultura.

 

* Flávio Braga é presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

Sebrae vai roteirizar atrações turísticas do Litoral Ocidental

Reunião em Guimarães marcou uma das primeiras ações da instituição para elaborar um plano de desenvolvimento da cadeia turística na região.

 

 

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As ilhas das reentrâncias maranhenses foram uns dos pontos escolhidos para entrarem no roteiro turístico do Litoral Ocidental.

  

Com o apoio da sociedade civil organizada do Litoral Ocidental, o Sebrae no Maranhão iniciou os primeiros trabalhos em prol de uma roteirização turística da região, envolvendo os 11 municípios que integram o Projeto de Desenvolvimento Econômico Territorial – DET Litoral Ocidental. Uma reunião técnica em Guimarães, recentemente, com a participação de 50 atores locais, dentre eles representantes do poder público, foi realizada pela instituição para definir as ações prioritárias do plano de trabalho que culminará na estruturação da cadeia produtiva do turismo, levando em consideração os atrativos naturais dos municípios da região – inseridos no Polo Floresta dos Guarás.

 

“Foi um trabalho extremamente válido, principalmente porque estivemos reunidos com os atores locais, que sabem das potencialidades da região e anseiam por uma mudança da realidade do Litoral Ocidental, com mais oportunidades para todos. A ideia do Sebrae, além do desenvolvimento regional da cadeia turística, é estimular a criação de novos negócios e expandir os já existentes, ampliando e qualificando serviços e equipamentos turísticos na região e, principalmente, ajudando, com a sua expertise, na geração de emprego e renda para quem vive na região”, ressaltou o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins.

 

Martins destaca, ainda, que a roteirização turística do Litoral Ocidental também considera as oportunidades de negócios que serão abertas com a inauguração da Ponte sobre o Rio Pericumã, extensão da MA 211 que ligará os municípios Bequimão e Central do Maranhão.

 

João Martins, diretor superintendente do Sebrae-MA

João Martins, diretor superintendente do Sebrae-MA

“Quando estiver concluída, a ponte encurtará distâncias para o Litoral Ocidental, facilitando o acesso aos municípios e abrindo inúmeras possibilidades para o surgimento de empreendimentos diversos e crescimento dos já existentes. O Observatório Sebrae – que é uma plataforma virtual de inteligência de mercado, já está concluindo estudos socioeconômicos nessa área, justamente para dar maior embasamento para as ações empreendedoras que estamos idealizando por meio do projeto DET Litoral Ocidental e para que possamos orientar de maneira mais eficaz os potenciais empreendedores e empresários locais”, indicou.

 

Na reunião em Guimarães, o Sebrae apresentou o que já está realizando na região em prol da estruturação da atividade turística, por meio do projeto DET – Litoral Ocidental Maranhense, executado pela Unidade Regional de Pinheiro. De acordo com o gestor do projeto, David Filipe Amorim, a instituição está em vias de finalizar o diagnóstico de informações qualificadas sobre o setor do turismo e o aplicativo GuarasTour.

 

“O aplicativo funcionará como um canal de comunicação para o empreendedor, uma espécie de vitrine onde poderá inserir seus estabelecimentos por categoria, destacar produtos e serviços, valores e demais informações relevantes para potenciais clientes e turistas. O aplicativo também permite pesquisar roteiros com a indicação de empresas de transporte legalizadas, assim como pousadas, restaurantes, pontos turísticos e comerciais da cidade, dados importantes quem quer visitar a região”, sinalizou o gestor.

 

Como informações prévias, os participantes ainda assistiram duas apresentações: a do turismólogo vimarense, Marcos Aurélio Dominici, sobre o cenário atual da atividade turística no Polo Floresta dos Guarás e a da consultora credenciada do Sebrae, Marisol Modolo, que falou sobre o trabalho executado pela instituição para roteirizar a Rota das Emoções que, hoje, integra 15 municípios dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.

 

“Uma diferença perceptível entre o trabalho realizado nos anos de 2005 e 2006 no território da Rota das Emoções e este que se inicia no Litoral Ocidental é que a população daqui está mais engajada e anseia a mudança advinda através do turismo. Este fator é crucial para que os resultados sejam mais rápidos”, analisou a consultora.

 

Trabalho em grupo define ações prioritárias

 

Extinto na maior parte do país, o guará – com sua bela plumagem vermelha – é o símbolo do polo turístico e das Reentrâncias Maranhenses, uma das belezas que encanta quem visita o Litoral Ocidental Maranhense.

Extinto na maior parte do país, o guará – com sua bela plumagem vermelha – é o símbolo do polo turístico e das Reentrâncias Maranhenses, uma das belezas que encanta quem visita o Litoral Ocidental Maranhense.

Após as informações preliminares para contextualizar o trabalho em grupo, os participantes discutiram quais seriam as ações prioritárias para serem levadas em consideração quando da elaboração do plano de roteirização turística do Litoral Ocidental. As ações foram destacadas em quatro núcleos: infraestrutura, qualificação de mão de obra, roteiros turísticos e turismo na baixa estação.

 

No núcleo de Infraestrutura as ações escolhidas pelo grupo para serem trabalhadas foram a melhoria dos serviços telefônicos, de internet e a sinalização turística. Para a Qualificação da Mão de Obra, além de capacitações sobre a gestão dos pequenos negócios, o grupo ressaltou a importância do resgate histórico e cultural do Litoral Ocidental a ser feito por todos os que estarão envolvidos direta ou indiretamente com o segmento turístico, assim como a necessidade dos empreendimentos do setor de Alimentos e Bebidas capacitarem os seus funcionários nos programas de alimentos seguros e, os que trabalham com hospedagem, buscarem mais informações sobre infraestrutura hoteleira.

 

Quanto às definições do núcleo Roteiro, alguns atrativos naturais e culturais foram colocados no primeiro plano, além do artesanato da região, tais como: os balneários de Bequimão,  as Praias de Araoca e Recreio (Guimarães), restingas e reentrâncias maranhenses  – uma parte do litoral semisselvagem e preservado, extremamente recortado por uma infinidade de ilhas, enseadas, baías, golfos, furos, penínsulas, rios e estuários que fazem parte da seleta lista das Zonas Úmidas de Relevância Planetária (RAMSAR) e da Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas. Ainda neste núcleo, um dos destaques dos participantes do grupo foi o resgate à história de Maria Firmina dos Reis, liderança negra feminina e escritora abolicionista que fundou uma escola gratuita e mista, em 1880, que causou escândalo no povoado de Maçaricó, em Guimarães.

 

Já para as soluções de Baixa Estação foram elencadas alternativas de roteiros, como a Rota da Cachaça – com a proposta de visitas aos inúmeros alambiques artesanais da região, principalmente nos municípios de Guimarães, Central do Maranhão e Mirinzal.

 

31ª Tradicional Regata de Outeiro

 

O evento, realizado em Cedral, reúne anualmente um número cada vez maior de participantes e de turistas, a maioria dos municípios vizinhos.

O evento, realizado em Cedral, reúne anualmente um número cada vez maior de participantes e de turistas, a maioria dos municípios vizinhos.

O Sebrae realizou uma Jornada Empresarial itinerante na 31ª Tradicional Regata de Outeiro, no município de Cedral. O objetivo da ação, foi estimular os empreendedores do município a se qualificar para atender a demanda de turistas que a cada ano cresce por ocasião do evento.

 

Durante a Jornada Empresarial foram realizadas orientações quanto ao registro de empresa, noções de controles financeiros, atendimento ao cliente e marketing para os empresários e empreendedores do município. Além disso, foram ofertadas oficinas gastronômicas para os proprietários e colaboradores de empresas do ramo de alimentação da cidade.

 

“Esta ação marca o início das prévias da segunda edição do Festival Gastronômico Delícias do Mar, que vai acontecer em dezembro, no município de Alcântara, com a finalidade de fomentar a inovação gastronômica, fortalecendo a cadeia produtiva do turismo interno nos Polos São Luís e Floresta dos Guarás, através do estímulo à melhoria nas técnicas de culinária, à sustentabilidade no que tange a integração do processo de produção com os recursos utilizados”, finalizou a gerente regional do Sebrae em Pinheiro, Rosa Amélia Borges.

 

Diques da Baixada na ponta da língua

Membros do Fórum da Baixada

Membros do Fórum da Baixada

A fim de dirimir eventuais dúvidas acerca da importância do projeto Diques da Baixada Maranhense, publicamos hoje informações compiladas pelo Dr. Alexandre Abreu, engenheiro civil e membro destacado do Fúrum em Defesa da Baixada Maranhense.

O projeto Diques da Baixada prevê a construção de 71 quilômetros de diques,, abrangendo os municípios de Viana, Matinha, São João Batista, São Vicente Ferrer, Cajapió, São Bento e Bacurituba. A obra consiste em um sistema de diques e vertedouros, em sentido paralelo à margem da baía de São Marcos. Quem conhece bem a realidade social da Baixada sabe do grande alcance social e do impacto positivo desse projeto para a nossa microrregião. Sem exagero, ele representa a redenção dos municípios abrangidos, com melhoria imediata no IDH da população rural beneficiada.

Os objetivos fundamentais do Sistema de Diques da Baixada são: a) proteção das áreas baixas contra a entrada de água salgada pelos igarapés, decorrente das variações da maré, protegendo assim os ecossistemas e os mananciais de água dessa região; b) contenção e armazenamento de água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando assim o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação; e c) aumentar a oferta da disponibilidade hídrica em boas condições durante o ano, para usos múltiplos.

O material a ser usado nessa construção é basicamente barro do campo que será retirado ao longo do caminhamento da construção. Serão utilizados também a piçarra para a crista da barragem e o concreto para a construção dos vertedouros.

Serão construídos 23 vertedouros que permitirão o controle da lamina d´água, bem como a velocidade do escoamento das águas do campo. Com a retirada do material ao longo da construção para a execução dos diques, será criado um canal de aproximadamente 1,50m de profundidade e largura variando de 30 a 40m, que acompanhará toda a extensão da construção, permitindo o tráfego de pequenas embarcações (canoas etc) além de servir como reservatório de água doce  propiciando a pesca de peixes nativos durante todo o ano.

Os campos da Baixada não ficarão permanentemente cheios. O ciclo existente hoje será preservado, os campos continuarão possuindo a época da cheia e a época de seca, apenas o ciclo de cheia se prolongará por mais tempo beneficiando toda a região.

Com a construção dos diques, o SEBRAE pretende desenvolver arranjos produtivos para   favorecer a agricultura familiar, pecuária, piscicultura, pequenas criações, além de inúmeras outras oportunidades para melhorar a vida dos moradores que serão diretamente beneficiados.

Quem pode ser contra um projeto dessa envergadura?

 

* Reproduzido do Blog Vandorval Rodrigues.