Obra do Cujupe prioriza mão-de-obra local

Terminal do Cujupe, principal porta de entrada para a Baixada Maranhense

Terminal do Cujupe, principal porta de entrada para a Baixada Maranhense

Com grande parte da mão de obra formada por trabalhadores da região, começa nos próximos dias a obra de reconstrução do novo Terminal do Cujupe, que marca a segunda etapa do projeto de melhorias do Governo do Maranhão para aquele terminal. A primeira etapa, de instalação de 365 metros de passarelas cobertas, foi entregue no final de 2016, antecipando-se ao período de chuvas. Agora, logo depois do carnaval, começa a construção de uma nova estrutura para embarque multimodal de passageiros, beneficiando tanto o transporte aquaviário quanto o rodoviário, que movimenta, a cada ano, 1,7 milhão de pessoas e cerca de 300 mil veículos.

“Essa obra representa um novo momento para a população da Baixada Maranhense, gerando mais negócios, mais investimentos e mais desenvolvimento para essa região tão importante”, afirma o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária – EMAP, Ted Lago.

O novo terminal, orçado em R$ 12,6 milhões, além da concepção multimodal, contará com um sistema de reaproveitamento de águas de chuvas, reformulação de pátio de espera e estacionamento, reforma estrutural da área do entorno, reorganização do comércio ambulante e pavimentação de toda a área do terminal.

Segundo o representante da construtora responsável pela obra, Francisco Alves Junior, contratar mão de obra local é vantajoso para todos. Para a empresa, significa redução de custo (alojamento e transporte, por exemplo) e tempo.  “De fora da região vamos trazer somente o corpo administrativo. A maioria dos trabalhadores vai ser aqui mesmo do Cujupe e da região. Fizemos uma pré-seleção no terminal e conseguimos, com apoio do SINE, direcionar, de acordo com as nossas necessidades, oficial de obra, carpinteiro, pedreiro e também vigia, almoxarife, assistente de RH. Todo esse pessoal a gente conseguiu aqui na comunidade”, disse.

 

Evento reuniu empreendedores do terminal e detalhou as fases da obra e trabalho de qualificação que será feito em parceria com o Sebrae

Evento reuniu empreendedores do terminal e detalhou as fases da obra e trabalho de qualificação que será feito em parceria com o Sebrae

Força-tarefa

O governador Flávio Dino determinou atenção especial à comunidade do Cujupe durante todo o processo de implantação do novo terminal e desde o início da gestão, em 2015, um trabalho multidisciplinar vem sendo desenvolvido, sob a coordenação da área de Responsabilidade Social da EMAP, com apoio de diversos órgãos estaduais. O objetivo é preparar os membros da Associação dos Vendedores Ambulantes do Terminal do Cujupe para atuar na nova estrutura.

Na noite da última sexta, 16, o Governo do Maranhão apresentou o projeto do Novo Terminal do Cujupe à Associação. O encontro, dentro do terminal, contou com a presença da equipe técnica da EMAP e representantes das secretarias de Emprego Trabalho e Economia Solidária (SETRES), Agricultura Familiar (SAF), do Sebrae e da empresa responsável pela obra. A gerente de Responsabilidade Social da EMAP, Deborah Baesse, representando o presidente da EMAP, Ted Lago, convocou os comerciantes a enfrentar o período de obras com tranquilidade e foco nos resultados que virão para todos. Importante destacar que a obra será realizada em duas etapas, com o cuidado de manter as operações.

“Os empreendedores que tiram seu sustento da atividade no terminal serão capacitados para trabalhar em boxes dentro do novo Cujupe. Para isso a EMAP contratou o SEBRAE-MA, que inicia nesta segunda-feira um trabalho que prevê análise de viabilidade econômica e das necessidades de adaptação, melhoria dos micro e pequenos empreendimentos instalados no local”, afirma Deborah Baesse.

Emprego e renda

O ordenamento dos ambulantes será realizado com base em dois fatores: o consumidor, que terá um espaço revitalizado e seguro no que se refere ao consumo de alimentos. Já os empreendedores passarão a enxergar a sua atividade como um negócio que gera renda e pode melhorar, continuamente, a qualidade de vida da população que reside no entorno do terminal e a economia, com o estímulo à produção local.

Presidente da EMAP, Ted Lago, e diretor superintendente do Sebrae, João Martins, formalizaram em dezembro do ano passado a parceria para qualificar os empreendedores do Terminal do Cujupe

Presidente da EMAP, Ted Lago, e diretor superintendente do Sebrae, João Martins, formalizaram em dezembro do ano passado a parceria para qualificar os empreendedores do Terminal do Cujupe

“Se haverá um novo terminal, com uma nova estrutura para os passageiros, é necessário que haja também uma nova maneira de atender os usuários do sistema hidroviário com oferta de produtos certificados e seguros. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do empreendedorismo na região da Baixada e entre os que já empreendem no Cujupe”, afirma o diretor superintendente do Sebrae, João Martins.

“A Associação está muito feliz com essa palestra e com a parceria que a gente tem com a EMAP, que tem nos ajudado muito em tudo o que precisamos. E através dessa obra aqui nós esperamos que toda a comunidade do Cujupe e toda a Baixada seja beneficiada”, comentou seu Antônio Dionísio, presidente da entidade, ao final do encontro.

A supervisora Isaura Moreira Lima, da Secretaria de Estado do Trabalho, participou da reunião para falar sobre a atuação do Sistema Nacional de Emprego – SINE nesse cenário. “O SINE está cadastrando, selecionando e encaminhando pessoas aqui da comunidade do Cujupe e entorno, de acordo com o perfil que a empresa vai precisar para a construção do novo terminal e vai atuar durante todo o período da obra”, explicou. “Nosso papel aqui é auxiliar e dar oportunidade ao trabalhador maranhense nessa obra.”

Para a Secretaria de Agricultura Familiar o foco é identificar a cadeia produtiva. “Estamos fazendo um estudo para saber o que eles fazem e identificar a cadeia produtiva. Vamos olhar para o que eles vendem e orientá-los a produzir a matéria-prima, e fortalecendo a cadeia produtiva para que o recurso gire dentro da comunidade”, afirmou o superintendente da SAF, Pedro Belo.

Todo esse esforço está alinhado com a missão que o governador Flávio Dino confiou à gestão da EMAP, que é a de consolidar o Porto do Itaqui e seus terminais externos como meio de desenvolvimento para o Maranhão e sua área de influência, contribuindo para o desenvolvimento do estado, gerando emprego e renda.

O QUE JÁ FOI FEITO

O elo de maior contato da comunidade com a EMAP são os terminais externos, sobre os quais a EMAP responde pela infraestrutura e segurança dos usuários. Ainda em 2015 o Governo do Estado regulamentou o serviço de transporte aquaviário com a criação da Agência Estadual de Transporte Aquaviário e Mobilidade Urbana (MOB).

De 2015 para cá muitos foram os avanços: O Terminal da Ponta da Espera e concluído o projeto para a construção do novo Terminal do Cujupe. Ao longo do ano a Ponta da Espera ganhou uma unidade do Juizado de Menores, sistema de informação em circuito fechado de televisão (nos dois terminais), embarque preferencial (van para transporte de pessoas com mobilidade reduzida) e estratégia de ordenamento de fluxo de veículos e passageiros em feriados. A ação reduziu a espera e melhorou o atendimento. Além disso, foi instalado serviço de internet gratuita aberta a todos os usuários nos dois terminais.

No final de 2016 foi entregue à população a nova Área de Vivência da Ponta da Espera e as novas passarelas do Cujupe.

 

Fonte: ASCOM EMAP

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Projeto Diques da Baixada: agora vai!

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No dia 25 de novembro, o senador Roberto Rocha fez a apresentação do Anteprojeto de Engenharia do Sistema de Diques da Baixada aos membros do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense. No dia anterior, em Brasília, o parlamentar havia recebido o anteprojeto das mãos da diretoria da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Estão previstos recursos de R$ 21 milhões, em 2017, destinados para estudos e projetos (estudo ambiental, cartografia, projeto nível básico e projeto nível detalhado); e outros R$ 90 milhões, a partir de 2018, para a execução da obra propriamente dita. Os recursos estão garantidos pela Codevasf e por emendas da bancada federal maranhense.

De acordo com o anteprojeto da Codevasf, os objetivos propostos são: proteção das áreas mais baixas contra a entrada de água salgada pelos talvergues naturais (igarapés); contenção e armazenamento da água doce nos campos naturais, retardando o escoamento para o mar, sem alterar as cotas máximas naturais de inundação; aumento da disponibilidade hídrica para usos múltiplos (abastecimento humano, dessendatação animal, pesca artesanal, agricultura familiar irrigada, piscicultura etc); aumento da oferta de alimentos na região e redução da pobreza rural, evitando o êxodo para São Luís.

De sua vez, o anteprojeto elenca como benefícios esperados: sistema de defesa contra a intrusão salina; retenção da água originária da estação chuvosa; oferta de água no período crítico da estiagem anual; desenvolvimento de novos arranjos produtivos nas áreas de pecuária, agricultura familiar irrigada, pequenas criações e piscicultura; promoção da cidadania e inclusão social e preservação do meio ambiente da Baixada Maranhense.

O Anteprojeto de Engenharia do Sistema de Diques da Baixada prevê a construção de uma barreira de barro (utilizando barro do campo) com extensão de 71km, margeando a baía de São Marcos. Com a retirada do barro será aberto um canal com largura média de 30m e 1,50m de profundidade, que possibilitará o tráfego de pequenas embarcações entre Viana e Bacurituba durante todo o ano. Os diques terão 19m de largura, sendo 13m de pista de rolamento e uma altura média de 5m.

Ao longo dos diques serão construídos 23 vertedouros que permitirão o controle da lâmina de água, bem como a velocidade de escoamento das águas dos campos. É de suma importância esclarecer que os diques não acarretarão a perenização das águas dos campos, ou seja, o ciclo natural da Baixada será mantido, haverá época de cheia e época de seca. Apenas a época de cheia se prolongará por mais tempo. Também não haverá alagamentos, pois a água continuará atingindo os mesmos locais.

Do Blog Flavio Braga

Roberto Rocha apresenta anteprojeto “Diques da Baixada” para Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

Roberto Rocha explica como se dará o projeto dos diques

Roberto Rocha explica como se dará o projeto dos diques

O senador licenciado Roberto Rocha (PSB) apresentou na última sexta-feira, 25, a membros do Fórum de Defesa da Baixada Maranhense, o anteprojeto de construção dos “Diques da Baixada”, para o qual serão investidos R$ 21 milhões em 2017, destinados ao projeto executivo, e outros R$ 90 milhões, a partir de 2018, para a execução da obra.

O anteprojeto foi entregue a Roberto Rocha pela diretoria da Codevasf, em reunião ocorrida em Brasília, dias antes da reunião com o Fórum, em São Luís.

Os recursos foram garantidos via Codevasf, sendo parte dele originado de emendas da bancada federal maranhense, no valor de 60 milhões, mas, com o empenho direto de Roberto Rocha, que chegou a interceder junto ao relator da comissão responsável pelo projeto, Senador Waldemir Moka, solicitando, atenção especial como esperança de transformação socioeconômica e oportunidade de beneficiar, diretamente, mais de 1 milhão de pessoas com água própria para o consumo, além de ampliar a fronteira agrícola e pecuária do estado.

“Será a redenção da baixada maranhense”, afirma o senador, ao se referir ao projeto “Diques da Baixada”, que prevê a elaboração, licenciamento e implantação de uma obra, cujo objetivo é o controle das áreas de inundação, solucionando o problema de salinização dos campos, provocado pela água do mar, que invade os rios e torna as áreas improdutivas, além de reduzir o volume de água para o consumo.

Trata-se de uma demanda antiga da população do nordeste do Maranhão, que possui uma realidade contraditória, agraciada com água em abundância, mas sem poder usufruir pela falta de tecnologias para o tratamento.

 

Do Blog do Marco D’Eça

Finalizada licitação da ponte sobre o Rio Pericumã

O Governo do Estado, por meio da Comissão Especial de Licitação (CEL), finalizou a licitação para contratação de empresa para construção da Ponte Rodoviária sobre o Rio Pericumã, localizada na MA-211, no trecho Bequimão – Central do Maranhão. O Consórcio Epeng/ FN Sondagens foi a licitante vencedora do certame com a proposta mais vantajosa de R$ 68.342.637,42.
Com a publicação do aviso de resultado final, o início da construção da ponte só depende dos trâmites finais, previstos no edital, para a contratação da vencedora. “Estamos dando mais um passo para ver concretizado um dos objetivos da gestão do governador Flávio Dino para a região da baixada e Litoral Ocidental, que visa melhorar as condições de infraestrutura rodoviária e facilitar a mobilidade da população”, destacou o presidente da CEL, Odair José Neves.

Licitação

A licitação para contratação de empresa especializada para construção da Ponte foi lançada em abril desse ano, com valor total estimado em R$ 75.759.094,32. Na primeira sessão pública, foram credenciadas as empresas Sultepa Construções e Comércio Ltda, o Consórcio Epeng-FN Sondagens e a Construtora Gaspar S/A.
Durante a análise dos documentos de habilitação, foi habilitada o Consórcio, que também apresentou a proposta de preço mais vantajosa e dentro dos critérios estabelecidos no edital de licitação.
Ponte
O projeto prevê a construção de uma Ponte com vigamento em aço e laje em concreto armado sobre o Rio Pericumã, com extensão de 589 m, interligando os municípios de Bequimão e Central do Maranhão, viabilizando o acesso das cidades de Mirinzal, Guimarães, Cedral, Cururupu, Porto Rico, Serrano do Maranhão, Bacuri e Apicum-Açu, reduzindo em até 125 km o percurso dos moradores da região.
A Ponte sobre o Rio Pericumã que terá estrutura mista, composta de concreto e aço, com vigas metálicas, além de encurtar outros caminhos da Baixada, a ponte sobre o Rio Pericumã diminui em 32 km o trecho até a MA-106, que leva ao Cujupe. Assim, moradores dos municípios de Bequimão, Central do Maranhão, Mirinzal, Guimarães, Cedral, Cururupu, Porto Rico, Serrano do Maranhão, Bacuri e Apicum-Açu terão o trajeto até à capital reduzido.

Sebrae e parceiros fomentam produção de abacaxi de Turiaçu

A instituição e outras entidades que atuam na região apresentaram resultados em encontro que reuniu mais de 200 produtores de abacaxi em Turiaçu

 

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, com os produtores de abacaxi de Turiaçu que participaram do encontro tecnológico sobre a fruta

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, com os produtores de abacaxi de Turiaçu que participaram do encontro tecnológico sobre a fruta

“Juntos, produtores e instituições de fomento, podem mudar a região da Baixada Maranhense”. Foi desta forma que o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, se referiu ao esforço que os agricultores que plantam abacaxi deTuriaçu, o Sebrae e outras entidades parceiras tem feito para transformar a fruta em um produto agrícola da região para uma plateia de 200 produtores rurais na abertura do Encontro Tecnológico dos Produtores e Produtoras de Abacaxi de Turiaçu, realizado no último final de semana.

“As parcerias institucionais, os projetos de desenvolvimento desta cultura e o esforço dos agricultores em desenvolver o plantio de abacaxi de Turiaçu estão promovendo desenvolvimento sustentável por meio das potencialidades que já existem na região. Acreditamos que juntos podemos ir mais longe”, completou Martins.

A declaração do diretor superintendente do Sebrae é baseada no trabalho que o Sebrae tem realizado junto aos produtores de abacaxi de Turiaçu, desde 2006, onde foram iniciadas consultorias, elaboração de diagnósticos e ações que trabalharam o associativismo, cooperativismo e beneficiamento de frutas.

Ele ressaltou ainda o esforço que outras instituições de fomento rural e de tecnologia agrícola, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Universidade Estadual do Maranhão (Uema); Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Um bom exemplo do esforço articulado na região da Baixada Maranhense é o Acordo de Cooperação Técnica assinado entre o Sebrae e a Uema, para a criação do Núcleo de Empreendedorismo Rural a ser instalado em São Bento, na Fazenda Escola da Universidade naquele município, beneficiando toda a região da Baixada Maranhense.

“A criação desse espaço é fruto de uma articulação do Sebrae junto à Uema para que possamos ajudar no fortalecimento das potencialidades regionais, pautados principalmente no tripé gestão, inovação e tecnologia”, pontuou João Martins.

 

COOPERATIVISMO

Um dos resultados desse trabalho inicial desenvolvido pelo Sebrae no Maranhão foi a organização dos produtores e a criação da Cooperativa de Produtoras e Produtores de Abacaxi e Outras Frutas de Turiaçu (COOPPFRUT).

Atualmente, o grupo produtivo trabalhado pela regional do Sebrae em Pinheiro, por meio do Projeto Fortalecimento do Agronegócio, é composto pelos 27 cooperados da COOPPFRUT e hoje, além de capacitações voltadas para gerenciamento do negócio, o Sebrae tem trabalhado a gestão do negócio, no intuito de contribuir para que o produto seja reconhecido no mercado de forma diferenciada.

“Acompanhamos os primeiros passos desses produtores e hoje vemos que já existe um nível de organização. Queremos agora que eles continuem identificando essas oportunidades oferecidas por nós e pelos demais parceiros”, disse Rosa Amélia Borges, gerente regional do Sebrae em Pinheiro, que é responsável pelo atendimento dos agricultores que se especializaram no plantio de abacaxi de Turiaçu.

Dando continuidade às ações desenvolvidas junto a esses produtores que compõem a Cadeia Produtiva do Abacaxi, o Sebrae tem realizado ações que permitem maior acesso ao mercado e gerem maior identificação desses produtos por parte do consumidor. Exemplo disso é a criação da identidade visual dos produtos da cooperativa, para facilitar o acesso ao mercado.

Evento foi promovido peço Sebrae com instituições parceiras da região

Evento foi promovido peço Sebrae com instituições parceiras da região

 

Denominação de Origem para o Abacaxi de Turiaçu

Uma das ações para melhorar o acesso dos produtores de abacaxi de Turiaçu é a construção de um Selo de Classificação Geográfica e de Denominação de Origem, que identificará o abacaxi originalmente produzido em Turiaçu, fazendo com que os produtos possam ser reconhecidos pelo consumidor como advindos da região, agregando valor ao produto agrícola e garantindo preços diferenciados dos produtos.

O Núcleo de Empreendedorismo Rural, segundo Martins, deverá trabalhar nesse processo de criação do selo de denominação de origem para o Abacaxi de Turiaçu e de outros produtos tradicionais da Baixada.

“Queremos incrementar os produtos que já são tradicionais da Baixada Maranhense, como o queijo de São Bento; a farinha biriba de Pinheiro; o mel de abelha nativa (tiúba), produzida em sete municípios da região; o abacaxi de Turiaçu e um produto que poderá ser comercializado como o bacalhau da Baixada, que é a jabiraca seca ou traíra seca, desidratada sem uma técnica de manejo, manipulação e armazenamento adequados. Para isso serão criados os Selos de Classificação Geográfica e de Denominação de Origem”, disse.

 

Encontro reuniu 200 produtores de abacaxi de turiaçu

Como forma de trabalhar esse tripé de acesso ao mercado, foi realizado no último final de semana o Encontro Tecnológico dos Produtores de Abacaxi de Turiaçu, que reuniu cerca de 200 produtores de abacaxi em Turiaçu. O encontro é um resultado do envolvimento de várias entidades parcerias, que tem somado esforços para proporcionar maior desenvolvimento social e econômico para a região.

Como parceiro da ação e articulador do evento, o Sebrae apresentou os resultados da consultoria em design de marca e realizou duas palestras com foco na gestão do negócio. Uma sobre inovação tecnológica no cultivo do abacaxi e outra tratou o acesso a Mercados.

Na ocasião, os também parceiros do evento, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), o Serviço de Aprendizagem Rural (Senar) e Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) apresentaram os resultados obtidos de trabalhos realizados junto a esses produtores cooperados.

O Governo do Estado reafirmou o compromisso em desenvolver a cadeia produtiva do abacaxi de Turiaçu, contribuindo para o pleno funcionamento da unidade de processamento.

A Uema apresentou a cartilha de inovações tecnológicas, como resultado de uma pesquisa realizada especificamente com o abacaxi de Turiaçu, para mostrar a melhor forma de plantio.

Já o Senar trabalhou as formas de processamento e aproveitamento do fruto, realizando uma oficina para ensinar receitas para o aproveitamento integral do abacaxi, como forma inserir maior diversidade de produtos no mercado e consequentemente maior geração de renda aos produtores.

Também fez parte da programação uma visita técnica realizada na unidade experimental da Uema, que tem trabalhado o plantio consorciado do abacaxi com o feijão, como forma de diversificar a produção.

Além de conhecer os avanços já alcançados pelos cooperados, com o apoio de parceiros, durante o evento os produtores discutiram novas técnicas de melhorias a serem implementadas no processo produtivo e de beneficiamento do abacaxi, para que se garanta maior acesso do produto ao mercado.

Para o presidente da COOPPFRUT, Osvaldo Feitosa, o evento foi importante para reunir maior número de produtores e não apenas os cooperados, para que eles conhecessem as tecnologias que a cooperativa já tem trabalhado e as oportunidades sinalizadas pelas instituições parceiras.

“Foi importante para mostrar os resultados obtidos, mas o principal foi mostrar a força do associativismo e cooperativismo, porque sozinho é quase impossível crescer e para que eles vissem as oportunidades que temos em mãos agora para conquistar o mercado”, enfatizou Feitosa.

Sebrae e parceiros debatem potencialidades da Baixada Maranhense

Com foco no empreendedorismo, instituições de fomento realizaram um grande fórum em Viana com a participação da sociedade civil organizada

Evento discutiu, em três grandes painéis, problemáticas e possíveis soluções para o desenvolvimento sustentável da Baixada Maranhense.

Evento discutiu, em três grandes painéis, problemáticas e possíveis soluções para o desenvolvimento sustentável da Baixada Maranhense.

Realizado nesta quarta-feira (10), em Viana, o Seminário de Potencialidades Empreendedoras da Baixada Maranhense que discutiu o turismo e as oportunidades de negócios da região, tendo como base as belezas naturais dos campos e lagos, território conhecido como pantanal maranhense. Promovido pelo Sebrae no Maranhão, por meio da sua regional em Santa Inês, o evento reuniu convidados e parceiros, contando com a presença de autoridades maranhenses, como o deputado estadual Júnior Verde e representantes do governo do Estado, além da sociedade civil organizada local.

Na solenidade de abertura do seminário, o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, reforçou o comprometimento da instituição em contribuir com o desenvolvimento das comunidades da Baixada Maranhense, onde estão alocadas duas de suas regionais – Pinheiro e Santa Inês – para atender os municípios e apoiar as iniciativas que geram negócios e impulsionam o empreendedorismo, tanto o urbano quanto o rural.

“Conhecemos o potencial da região, queremos mudar essa realidade de atraso e de falta de oportunidades que assolam esses municípios. É por isso que o Sebrae aceitou o desafio que lhe foi proposto pela sociedade civil organizada e estamos aqui para discutir com outros parceiros institucionais, propostas de ações voltadas para o desenvolvimento da Baixada Maranhense”, pontuou Martins.

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, com representantes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, com representantes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

O deputado estadual Júnior Verde (PRB) também reforçou a importância do seminário, destacando que vai levar ao conhecimento dos demais parlamentares maranhenses as proposições e discussões realizadas no evento para que coloquem na pauta da Assembleia Legislativa o desenvolvimento desta vasta e rica região.“Pelo que vi e ouvi aqui, é necessário idealizarmos e aprovarmos políticas públicas para melhoria de vida da população e o desenvolvimento sustentável dos Campos e Lagos e de toda a Baixada Maranhense”, declarou.

Para Ana Creuza Martins, representante do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, a região possui todo um potencial que precisa ser explorado. “Nossa Baixada é rica, mas o nosso povo é pobre. Precisamos ter alternativas, investimentos e ações para que essa realidade seja diferente e possamos valorizar o que temos de melhor: as pessoas. Assim, poderemos mostrar, também, a nossa riqueza natural e cultural para todo o Maranhão e o mundo”, destacou.

Os debates tiveram, também, a participação do secretário adjunto de Estado da Cultura e Turismo, Hugo Paiva, assim como representantes da Embrapa, Associação dos Piscicultores de Itans, técnicos e consultores do Sebrae e caravanas de municípios da região.  Como parceiros do evento, o Sebrae contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Viana, Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, ONG Arariba, Governança de Turismo do Polo Lagos e Campos Floridos e outras instituições.

O evento

O Seminário de Potencialidades Empreendedoras da Baixada Maranhense teve três painéis de discussões: Turismo, Cultura e Recursos Naturais como Potencial de Inclusão Socioprodutiva; Desenvolvimento e Integração de Atividades Econômicas com Foco na Produção Associada ao Turismo e, o terceiro, Comércio, Serviços e Infraestrutura como Fator de Desenvolvimento Territorial.

No primeiro painel, referente ao Turismo, Cultura e Recursos Naturais como Potencial de Inclusão Socioprodutiva, o secretário municipal de Turismo de Jijoca de Jericoacoara, no Ceará, José Bezerra Júnior, fez uma explanação sobre o funcionamento da Vila de Jeri, números que impulsionam o turismo no município cearense e todo suporte que é oferecido a quem visita a localidade, um dos três polos do destino Rota das Emoções – que integra 15 municípios dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.

“O maior investimento no turismo vem da iniciativa privada que conta com parceiros importantes, como o poder público municipal e o Sebrae, esta instituição que coloca toda a sua expertise para preparar e impulsionar quem acredita no empreendedorismo e que sempre está presente com ações e iniciativas que motivam nossos empreendedores, gerando desenvolvimento, trabalho e renda para as comunidades que integram a Rota”, informou Bezerra Júnior.

Desde 2005, o Sebrae trabalha no roteiro integrado Rota das Emoções e investiu mais de R$ 10 milhões para a consolidação do destino turístico. “Com toda a expertise que obtivemos nos projetos executados na Rota das Emoções podemos idealizar um grande projeto de produção associada ao turismo aqui para a Baixada Maranhense, uma região cheia de lugares paradisíacos que o maranhense e o mundo precisam conhecer, desfrutar e divulgar. Essa proposta está sendo discutida pelos técnicos da instituição, mas é necessária uma melhor organização dos potenciais empreendedores e dos empresários de micro e pequenas empresas da cadeia do turismo local”, sinalizou o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins.

Mostra apresenta soluções tecnológicas para o pequeno agricultor da Baixada

Mostra realizada pelo Sebrae, no Quilombo do Frechal, reuniu capacitação, exposição e comercialização da produção em dois dias de atividades

 

Evento levou soluções tecnológicas de baixo custo para pequenos agricultores, que também receberam capacitação nos dois dias de palestras e oficinas.

Evento levou soluções tecnológicas de baixo custo para pequenos agricultores, que também receberam capacitação nos dois dias de palestras e oficinas.

Cerca de mil pessoas circularam, nos dias 05 e 06 de agosto, na 3ª edição da Mostra de Soluções Tecnológicas da Baixada e Litoral Ocidental, realizada pelo Sebrae Maranhão no Quilombo do Frechal, na cidade de Mirinzal. A ação ofereceu cursos e oficinas técnicas, exposição de soluções e espaço de comercialização da produção dos empreendedores rurais atendidos pelo Sebrae em 12 municípios da região. O espaço da comunidade de Frechal também foi uma atração dentro do evento, expondo produtos e o próprio histórico de luta e resistência pela manutenção do quilombo como propriedade dos moradores – um dos primeiros a ser reconhecido por lei no país.

Várias foram as cadeias produtivas trabalhadas na programação, dentre elas a de piscicultura, criação de ovinos e caprinos, criação de abelhas, mandiocultura, produção de derivados da cana-de-açúcar, avicultura, hortifruticultura, artesanato, gastronomia e turismo. De acordo com o diretor superintendente do Sebrae, João Martins, a finalidade maior do evento foi favorecer os pequenos produtores com conhecimento técnico e melhoria de renda dos pequenos produtores.

“A Mostra de Soluções Tecnológicas buscou destacar a inovação, a tecnologia e a informação para ajudar a consolidar as cadeias produtivas significativas para a economia da região da baixada e do litoral ocidental”, enfatizou o superintendente, que lembrou ainda a importância de trabalhar o mercado, para que os produtores saibam como ampliar os canais de comercialização da produção local. “O Sebrae também está aqui para apoiar essa melhoria”, acrescentou Martins.

Produtores da região também tiveram a oportunidade de comercializar seus produtos.

Produtores da região também tiveram a oportunidade de comercializar seus produtos.

Melhoria da produção  Diversos grupos produtivos presentes no espaço de comercialização levaram amostras da produção recém-melhorada através de oficinas e capacitações do Sebrae. Foi o caso do grupo vindo do povoado de Jurarataí, da cidade de Bequimão, que comercializaram a farinha de mandioca feita após o curso de boas práticas na fabricação do produto – que acentuou o sabor da farinha e garantiu a norma sanitária que tanto agradam ao consumidor.

O produtor Cleuton Miranda, de apenas 21 anos, conta que antes de passar pelo curso, acreditava já saber tudo que precisava saber sobre a atividade que desenvolve. “Eu achava que sabia fazer farinha e percebi que ainda tem muitas coisas para aprender e melhorar a produção e ter isso como meio de vida para mim e para minha família”, disse o rapaz.

Além do curso de boas práticas, Cleuton uniu-se a mais dois jovens produtores e têm buscado avançar em capacitações empresariais: eles passaram por outro curso do Sebrae, para aprender técnicas de vendas, e já têm aplicado o que aprenderam nos negócios. Não foi à toa que a produção levada pelo grupo foi uma das que mais chamou atenção no espaço de comercialização do evento, com produtos rotulados que identificam a origem do que está sendo vendido. “Aprendemos tudo isso lá no curso do Sebrae”, reafirma o produtor.

Evento foi realizado pelo Sebrae com a parceria da Associação de Moradores do Quilombo Frechal e entidades como o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

Evento foi realizado pelo Sebrae com a parceria da Associação de Moradores do Quilombo Frechal e entidades como o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

Resultados – A 3ª edição da Mostra de Soluções Tecnológicas da Baixada e Litoral Ocidental foi mais uma ação do projeto DET Litoral Ocidental, que objetiva dinamizar a economia dos municípios da região, por meio do atendimento aos pequenos negócios da zona rural e urbana. O analista do Sebrae responsável pelo projeto, David Felipe Amorim, esclarece que a área de abrangência corresponde aos municípios de Alcântara, Apicum-Açu, Bacuri, Bequimão, Cedral, Central do Maranhão, Cururupu, Guimarães, Mirinzal, Porto Rico do Maranhão e Serrano do Maranhão.

De acordo com a gerente regional do Sebrae em Pinheiro, Rosa Amélia Borges, os resultados da ação estão sendo contabilizados, bem como o volume de negócios realizados na comercialização, mas já considera que o objetivo maior da mostra foi cumprido. “Conseguimos trazer produtores interessados em melhorar suas atividades, recebemos missões vindas de municípios mais distantes, como São Bernardo do Maranhão, no Baixo Parnaíba, e Humberto de Campos, na região do Munim; tivemos salas de aula lotadas e uma movimentação que justifica o apoio do Sebrae à toda a região”, informa a gerente.

Potencial empreendedor da Baixada em discussão nesta quarta-feira

Evento é realizado pelo Sebrae em Viana, com o apoio da prefeitura local e instituições parceiras.

 

 

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Quarta cidade mais antiga do Maranhão, a cidade de Viana receberá evento promovido pelo Sebrae que discutirá temáticas importantes para o desenvolvimento sustentável da região.

 

Viana estará sediando, nesta quarta-feira (10), o Seminário de Potencialidades Empreendedoras da Baixada Maranhense. O evento, idealizado e realizado pelo Sebrae, em parceria com outras instituições de fomento, vai discutir o potencial turístico e empreendedor da Baixada Maranhense, especialmente da região dos Lagos e Campos Floridos.

 

O seminário tem a coordenação logística da Unidade Regional do Sebrae em Santa Inês, com apoio regional em Pinheiro, e vai discutir temáticas em três grandes painéis: Turismo, Cultura e Recursos Naturais como Potencial de Inclusão Socioprodutiva; Desenvolvimento e Integração de Atividades Econômicas com Foco na Produção Associada ao Turismo e Comércio, Serviços e Infraestrutura como Fator de Desenvolvimento Territorial.

 

“Estamos otimistas quanto à realização deste evento, que nasceu de demandas da sociedade civil organizada da região. Esperamos que os debates promovidos gerem subsídios para o desenvolvimento socioeconômico da região, que tem grandes potencialidades, com vocações produtivas para o agronegócio, o comércio e o turismo”, aponta o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, informando que os painéis terão participação do poder público federal, estadual e municipal, lideranças empresariais e rurais e sociedade civil organizada.

 

Para realizar o evento, o Sebrae conta com o apoio da Prefeitura de Viana e dos demais municípios dos Campos e Lagos e Baixada Maranhense; do Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual da Cultura e Turismo e regional do Polo Turístico dos Lagos e Campos Floridos; Fórum em Defesa da Baixada Maranhense; ONG Arariba; Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba); Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), por meio da autarquia AHINOR (Administração das Hidrovias do Nordeste).

 

 

 

Turismo sustentável e tradição cultural

 

Berço de paisagens inesquecíveis a região da Baixada Maranhense destaca-se pela beleza de seus campos alagados, sua história, gastronomia e folguedos, sendo cenário ideal para se desenvolver os mais diversos tipos de turismo.

 

A região faz parte da seleta lista da Convenção sobre Zonas Úmidas (RAMSAR) como uma das áreas úmidas de relevância planetária. Não é para menos: a região fluvio-lacustre-marítima reúne campos naturais, resquícios de matas amazônicas e pré-amazônicas, mata dos cocais, cerrados, babaçuais, lagos, rios, estuários e manguezais que se espalham por vários municípios maranhenses.

 

Os inúmeros lagos alimentados por rios e igarapés extravasam na época das chuvas e inundam boa parte dos campos naturais e matas, formando várzeas e igapós que se assemelham às da Bacia Amazônica, à Ilha do Marajó e ao Pantanal Mato-Grossense. A Baixada, que é o maior conjunto de lagos e lagoas naturais do Nordeste, marca, junto ao Golfão Maranhense (Ilha de São Luís e municípios circunvizinhos), o encontro entre os ecossistemas amazônicos e a mata dos cocais ou de transição.

 

A Baixada, berço do Bumba-Boi Sotaque da Baixada (ou Pindaré), também é um dos grandes celeiros da cultura maranhense e a bela cidade histórica de Viana ostenta um casario colonial preservado, vielas e igrejas à beira do lago de mesmo nome.

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

Manhã

8h30: Abertura do evento.

 

9h00: Polo turístico dos Lagos e Campos Floridos: turismo como fator de desenvolvimento socioeconômico e cultural secretaria estadual da cultura e turismo.

 

9h25: Economia Criativa na atividade do turismo: inovação e oportunidades André lobão – produtor cultural, especialista em gestão cultural.

 

09h50: Preservação dos recursos naturais para um desenvolvimento territorial sustentável: a experiência de Jericoacoara-CE

José Bezerra de Souza júnior – Secretário de Turismo de Jijoca de Jericoacoara – CE.

 

10h15: Moderação Tadeu Borba – consultor especialista em desenvolvimento empresarial.

 

10h35 Intervalo.

 

10h50: Produção associada ao turismo e inclusão socioeconômica de pequenos empreendedores: a experiência da Rota das Emoções.

Luís Walter Muniz – Gerente da regional dos Lençóis/Munin e coordenador da Rota Emoções no Maranhão.

 

11h15: Tecnologia para os sistemas integrados de produção agropecuária na Baixada Maranhense – Embrapa.

 

11h40: Piscicultura na Baixada e Caso de Itans – Matinha associação dos piscicultores de itans.

 

12h05: Moderação – Conceição Marques – especialista em desenvolvimento local e tecnologias sociais.

 

12h25: Intervalo para almoço.

 

 

Tarde

14h20: Comércio, serviços e sua importância no desenvolvimento territorial e nas atividades do turismo.

Keila Maria Pontes – coordenadora de indústria, comércio e serviços do Sebrae

 

14h50: Obras estruturantes como geradoras de oportunidades para os pequenos empreendedores Codevasf.

 

15h20: Logística de transporte e o desenvolvimento econômico sustentável na Baixada e Litoral Ocidental Maranhense.

Antônio Valente – Superintendente da Ahinor (Administração das Hidrovias do Nordeste)

 

15h50: Moderação: Alexandre Abreu – Engenheiro Civil – Fórum de Defesa da Baixada Maranhense.

 

16h30: Encerramento

 

17h00: Atração cultural

Município de Bequimão adere à Rede Simples

Adesão garante implantação de sistema que vai diminuir o prazo para abrir uma empresa no município

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, e o Prefeito de Bequimão, Zé Martins, oficializam a adesão do município à Rede Simples

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, e o Prefeito de Bequimão, Zé Martins, oficializam a adesão do município à Rede Simples

A cidade de Bequimão aderiu oficialmente à Rede Simples, a Rede Nacional para Simplificação do Registro de Abertura, Alteração e Baixa de Empresas, num esforço conjunto que busca diminuir os custos e o tempo necessário para abrir ou encerrar uma empresa. A decisão foi anunciada pelo prefeito José Martins na última semana, após assistir uma apresentação da plataforma realizada por equipe técnica mista com colaboradores do Sebrae e da Jucema (Junta Comercial do Estado).

Com esta adesão, 55 cidades maranhenses estão integradas ao Sistema Nacional e mais sete municípios aguardam para a implantação definitiva da plataforma que desburocratiza e reúne os diversos procedimentos para abrir uma empresa em um processo único. A sensibilização e a mobilização para adesão dos municípios vêm sendo feitas pelo Sebrae, que é parceiro da Jucema na disseminação do serviço.

De acordo com o superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, a adesão aos serviços da Rede Simples mostra o compromisso da gestão municipal em fomentar a busca de oportunidades no mercado através do empreendedorismo local, estimulando a circulação de dinheiro dentro do próprio município e garantindo que as riquezas locais permaneçam transformando a realidade das cidades.

“A Rede Simples desburocratiza e dinamiza os processos mercantis nos territórios e ajuda a proporcionar o desenvolvimento econômico local, principalmente no fomento e no apoio aos pequenos negócios”, aponta Martins.

Parceiros – Além da apresentação dos serviços da Rede Simples, o Banco do Nordeste também apresentou alguns números das operações de microcrédito realizadas na Baixada Maranhense, com foco nas linhas Crediamigo e Agroamigo – as duas operações mais utilizadas pelos pequenos negócios locais. Segundo informações apresentadas, cerca de R$ 5 milhões foram negociados nos últimos dois anos, registrando uma taxa de inadimplência quase nula, chegando a 0,06%.

A opção da gestão municipal em estimular a permanência do dinheiro local no próprio município reflete em registros positivos como este, evidenciando que o apoio ao crescimento dos pequenos negócios é fundamental para  o desenvolvimento dos municípios e das regiões onde estão inseridos.

A Rede Simples

É um sistema eletrônico que visa desburocratizar o processo de abertura, alteração e fechamento de empresas por meio da unificação de dados em um banco geral de informações e dados cadastrais de diversos órgãos estaduais e municipais.

VANTAGENS PARA EMPREENDEDORES

– Agilidade na resposta e menor custo no processo;

– Poderá realizar Consulta Prévia, evitando eventuais transtornos com futuras fiscalizações.

– Só irá se deslocar para junta comercial apenas uma vez;

– Redução de exigências em processos.

VANTAGENS PARA OS MUNICÍPIOS

– Transparência e rapidez na legalização das empresas;

– Maior possibilidade de novos negócios;

– Incremento na arrecadação;

– Controle efetivo de quantitativo de empresas por segmentos.

 

Sebrae apresenta projeto de Desenvolvimento Territorial em Bequimão

A apresentação foi feita pelo diretor superintendente da instituição e também tratou  dos impactos socioeconômicos da obra ponte sobre o Rio Pericumã

 

 

 

Em Bequimão, a apresentação do projeto DET Litoral Ocidental Maranhense, do Sebrae, foi feito pelo diretor superintendente da instituição, João Martins

Em Bequimão, a apresentação do projeto DET Litoral Ocidental Maranhense, do Sebrae, foi feito pelo diretor superintendente da instituição, João Martins

O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, apresentou o Projeto de Desenvolvimento Econômico Territorial (DET) Litoral Ocidental Maranhense para empresários, sociedade civil organizada, lideranças comunitárias, produtores rurais e poder público municipal de Bequimão em uma reunião na Escola Bequimãoense.

O intuito da ação foi apresentar o projeto, que tem por objetivo promover um ambiente favorável a pequenos negócios, estimular a inclusão produtiva, dinamizar a economia dos 11 municípios envolvidos no DET Litoral Ocidental Maranhense.

O programa DET é uma estratégia do Sebrae de promoção do desenvolvimento, focado na melhoria do ambiente de negócios, fomento e fortalecimento de atividades produtivas e geradoras de renda.

“O estimulo o empreendedorismo com base nas oportunidades e vocações locais é uma maneira de gerar novos negócios, emprego e renda para os 11 municípios integrantes do Litoral Ocidental, uma das regiões do estado com baixos índices socioeconômicos. Queremos contribuir decisivamente para reverter este quadro e por isso conseguimos recursos para investir neste território”, afirmou Martins.

O prefeito de Bequimão, José Martins, disse que há parcerias exitosas com o Sebrae. “A Expocapril, que é uma feira de ovinocaprinocultura, é um bom exemplo. Acontece no município em novembro e movimenta a economia local”, explicou.

 

PROJETO

O projeto será executado entre 2016 e 2018 e como primeira ação foram mapeadas as potencialidades e os segmentos empresariais com maiores chances de dar resultado em curto e médio prazo.

“O projeto já está em andamento e as ações são baseadas no diagnóstico apresentado, que detalha, por exemplo, as vocações econômicas da região. No entanto, é importante que contemos com o apoio do empresariado local, das entidades de classe e das lideranças, bem como, com a colaboração e o engajamento de todos para que tenhamos o resultado esperado”, observou João Martins.

Segundo os estudos do Sebrae no ambiente rural, as atividades mais promissoras são mandiocultura, ovinocaprinocultura, hortifruticultura, piscicultura, meliponicultura, apicultura e turismo rural. No ambiente urbano as atividades econômicas mais promissoras mapeadas foram comércio varejista, hotelaria bares, restaurantes, turismo e feiras livres.

Além disso, foram levantadas as necessidades de implantar o empreendedorismo nas escolas e trabalhar projetos de formação de jovens empreendedores, como forma de garantir resultados de longo prazo.

Diversas iniciativas já foram executadas como a formação de agentes de desenvolvimento local para as prefeituras da região, cursos de melhoria de produtos que já existiam na região e de estímulo ao empreendedorismo e do programa Negócio Certo Rural.

 

Durante a apresentação do projeto DET Litoral Ocidental Maranhense, o prefeito de Bequimão, José Martins (em pé), disse que a atuação do Sebrae na região está preparando a cidade para receber a obra da Ponte sobre o Rio Pericumã 

Durante a apresentação do projeto DET Litoral Ocidental Maranhense, o prefeito de Bequimão, José Martins (em pé), disse que a atuação do Sebrae na região está preparando a cidade para receber a obra da Ponte sobre o Rio Pericumã

PONTE

Na ocasião, além de apresentar o DET Litoral Ocidental Maranhense, também foi apresentado o calendário de ações previstas para a região no âmbito do Projeto e o estudo de Impacto sócio-econômico da construção da ponte sobre o Rio Pericumã, que ligará Central do Maranhão a Bequimão. “Este é um empreendimento âncora, que criará condições para economia se desenvolver rapidamente em um curto espaço de tempo”, observou o diretor superintendente do Sebrae.

Para o secretário de Indústria e Comércio, Ademar Costa, o apoio do Sebrae está sendo fundamental para preparar a cidade para as mudanças que a conclusão da obra da ponte sobre o Rio Pericumã provocará na região. “A atuação do Sebrae está nos ajudando a preparar o município para os impactos deste empreendimento“, disse Costa.

O prefeito de Bequimão afirmou que alguns impactos já ficaram claros para o poder público municipal. “Com esta ponte, Bequimão se tornará a porta de entrada da Floresta dos Guarás, e para que isso se torne de fato uma vantagem, precisamos preparar a cidade para não deixar este cavalo selado passar. É o que estamos fazendo com apoio do Sebrae e outras instituições”, afirmou José Martins.

A ponte sobre o Rio Pericumã, ainda está em fase de licitação, porém as primeiras projeções mostram que ela terá 589 metros de cumprimento e será necessário agregar tecnologia à obra por causa da natureza do terreno e da velocidade da correnteza do curso d’água que será transposto.

“Serão três canteiros de obra, serão gerados 800 empregos a um custo de R$ 72 milhões, com recursos do BNDES. Terá um impacto grande na região não só pela movimentação e pessoal como pelo potencial de aquisição de produtos e serviços no comércio local”, explicou o diretor superintendente do Sebrae.

“Uma das funções do DET litoral Ocidental é preparar o mercado local para tirar vantagem dessa nova situação”, finalizou.

 

PARA ENTENDER…

DET atenderá 11 municípios

O DET Litoral Ocidental Maranhense foi lançado no município de Mirinzal, no final de maio. Na oportunidade foi apresentado o diagnóstico da pesquisa feita pela Fundação Josué Montelo, que mapeou as informações socioeconômicas da região.

Sete municípios de Bequimão, Central, Mirinzal, Guimarães, Serrano do Maranhão, Porto Rico do Maranhão e Cedral já aderiram ao projeto e outros quatro – Apicum Açu, Alcântara, Cururupu, Bacuri – fazem parte do território onde o projeto DET Litoral Ocidental Maranhense será executado.

Esse diagnóstico baseia as ações do projeto que será executado por três anos (2016 – 2018), tanto na zona urbana quanto rural dos municípios integrantes da Litoral Ocidental e Polo Turístico Floresta dos Guarás.

As palestras estão sendo realizadas nos 11 municípios que integram o projeto de forma gradativa.  Durante a apresentação, o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins irá demonstrar os principais pontos do projeto, suas estratégias, pontos de impacto e resultados almejados.