Em entrevista, superintendente do Sebrae faz balanço de ações da instituição

Em entrevista exibida no dia 26 de março no Programa Maranhão Rural, da Tv Difusora, o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, fez um breve balanço das ações da instituição em 2016, com foco nas áreas de agronegócios, educação empreendedora e desenvolvimento territorial.

 

A Baixada Maranhense foi um dos destaques da entrevista, onde o executivo destacou ações como o projeto de desenvolvimento econômico e territorial (DET) desenvolvido em 11 municípios do Litoral Ocidental, o Polo de Empreendedorismo Rural da Baixada, entre muitas outras ações, que podem ser conferidas no vídeo abaixo, disponibilizado no canal do Sebrae no Youtbe:

 

 

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Comissão da Câmara Federal aprova projeto que faz da Baixada área de atuação da Codevasf

Foi aprovado, nesta quarta-freira (05), pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara de Deputados, o projeto  de autoria do senador Roberto Rocha (PSB) que trata da ampliação da área de atuação da Companhia dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf)  para todo o Maranhão.

O deputado Hildo Rocha (PMDB), foi o relator da matéria, e destacou mencionou o empenho de Roberto Rocha em prol do trabalho da companhia, no sentido de garantir inúmeros benefícios para os municípios maranhenses.  “O parlamentar tem destinado emendas para garantir o trabalho da Codevasf no Maranhão desde o seu mandato como deputado federal”, frisou Hildo Rocha.

Caso seja aprovada pelo plenário, passam a fazer parte da área de atuação da companhia federal as bacios dos rios Tocantins, Gurupi e toda a Baixada Ocidental Maranhense, onde há um dos maiores projetos de irrigação, a Barragem de Pericumã, em Pinheiro.

As emendas parlamentares constituem uma importante fonte de financiamento das ações da Codevasf, o que reforça a necessidade da alocação desses recursos de forma a possibilitar que sua destinação coincida com os programas e projetos da Companhia, complementando os recursos alocados.

Somente em 2016, os recursos do Orçamento Geral da União destinados por emendas parlamentares para garantir as ações executadas pela 8ª Superintendência Regional da Codevasf em regiões do Maranhão castigadas pelas estiagens somam mais de R$ 42 milhões.

O projeto agora segue para a Comissão de Cidadania e Justiça para pequenos ajustes.

Maranhão Hoje

Seca na Baixada: mais um ano de flagelo

* Flávio Braga

forumEm 2016, a Baixada mais uma vez enfrenta a crueldade da estiagem. A falta de água já se tornou uma calamidade pública anual, visto que submete as comunidades rurais às mesmas privações e ao mesmo suplício em todos os verões maranhenses. O que mais nos angustia é que se trata de uma tragédia previsível e anunciada, incapaz de sensibilizar as autoridades que tem o poder de minimizar tamanho flagelo.

É muito revoltante lembrar que entre os meses de abril e agosto a Baixada fica coberta por um verdadeiro mar de água doce. Entretanto, na época do abaixamento (entre julho e setembro), essa água escoa para o mar e os campos da Baixada se transformam numa paisagem árida, imprópria para qualquer atividade produtiva, como consequência direta da omissão, descaso e negligência do Poder Público.

Além da estiagem que assola a Baixada todos os anos, ela ainda padece com a progressiva invasão da água salgada (salinização), que produz grandes manchas brancas na superfície dos campos (acúmulo de sal).

Quem conhece a região sabe que a retenção da água doce nos campos da Baixada representa a maior riqueza para as atividades de pesca de subsistência, pecuária, piscicultura, agricultura familiar e pequenas criações, como galinhas, patos, porcos, caprinos e ovinos.

Nesse contexto, a construção dos Diques da Baixada se tornou uma necessidade imperiosa para amenizar o tormento infligido pela seca e pela salinização. O projeto da Codevasf conta com 60 milhões de reais previstos previstos no Orçamento Geral da União para o ano de 2017. A região onde serão construídos os 72 quilômetros de diques é formada por campos inundáveis com abundância de água doce, peixes nativos, fauna e flora exuberantes, de suma importância para a sustentabilidade das comunidades da microrregião.

Os diques serão responsáveis por impedir o avanço da água salgada (salinização) rumo aos campos alagados da Baixada, armazenando água doce por um período de até seis meses, durante a estação chuvosa, retardando o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação. É justamente a retenção da água doce que irá viabilizar a implementação de novas experiências nas atividades de pecuária, agricultura familiar irrigada, pequenas criações e piscicultura.

 

* Flávio Braga é presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

Diques da Baixada na ponta da língua

Membros do Fórum da Baixada

Membros do Fórum da Baixada

A fim de dirimir eventuais dúvidas acerca da importância do projeto Diques da Baixada Maranhense, publicamos hoje informações compiladas pelo Dr. Alexandre Abreu, engenheiro civil e membro destacado do Fúrum em Defesa da Baixada Maranhense.

O projeto Diques da Baixada prevê a construção de 71 quilômetros de diques,, abrangendo os municípios de Viana, Matinha, São João Batista, São Vicente Ferrer, Cajapió, São Bento e Bacurituba. A obra consiste em um sistema de diques e vertedouros, em sentido paralelo à margem da baía de São Marcos. Quem conhece bem a realidade social da Baixada sabe do grande alcance social e do impacto positivo desse projeto para a nossa microrregião. Sem exagero, ele representa a redenção dos municípios abrangidos, com melhoria imediata no IDH da população rural beneficiada.

Os objetivos fundamentais do Sistema de Diques da Baixada são: a) proteção das áreas baixas contra a entrada de água salgada pelos igarapés, decorrente das variações da maré, protegendo assim os ecossistemas e os mananciais de água dessa região; b) contenção e armazenamento de água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando assim o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação; e c) aumentar a oferta da disponibilidade hídrica em boas condições durante o ano, para usos múltiplos.

O material a ser usado nessa construção é basicamente barro do campo que será retirado ao longo do caminhamento da construção. Serão utilizados também a piçarra para a crista da barragem e o concreto para a construção dos vertedouros.

Serão construídos 23 vertedouros que permitirão o controle da lamina d´água, bem como a velocidade do escoamento das águas do campo. Com a retirada do material ao longo da construção para a execução dos diques, será criado um canal de aproximadamente 1,50m de profundidade e largura variando de 30 a 40m, que acompanhará toda a extensão da construção, permitindo o tráfego de pequenas embarcações (canoas etc) além de servir como reservatório de água doce  propiciando a pesca de peixes nativos durante todo o ano.

Os campos da Baixada não ficarão permanentemente cheios. O ciclo existente hoje será preservado, os campos continuarão possuindo a época da cheia e a época de seca, apenas o ciclo de cheia se prolongará por mais tempo beneficiando toda a região.

Com a construção dos diques, o SEBRAE pretende desenvolver arranjos produtivos para   favorecer a agricultura familiar, pecuária, piscicultura, pequenas criações, além de inúmeras outras oportunidades para melhorar a vida dos moradores que serão diretamente beneficiados.

Quem pode ser contra um projeto dessa envergadura?

 

* Reproduzido do Blog Vandorval Rodrigues.

Prefeito Zé Martins participa de caravana em defesa da Baixada Maranhense

_DSC7586O prefeito de Bequimão Zé Martins fez parte da 1ª Caravana do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, que aconteceu no sábado (11), no povoado de Itans, em Matinha. O grupo tem se reunido para divulgar as potencialidades naturais da Baixada e conquistar a atenção do poder público e da sociedade civil organizada para a necessidade de investimentos e políticas públicas na região.

Itans foi escolhido para essa primeira ação por se destacar nacionalmente pelo projeto de superação da extrema pobreza rural, por meio da piscicultura. Atualmente, 121 produtores do povoado, monitorados pela Associação de Piscicultores de Itans, mantêm cultivam cerca de 1600 toneladas de peixe ao ano, em 400 tanques construídos para desenvolvimento da atividade. Isso garante um faturamento médio de R$ 7 milhões, anualmente.

“Escolhemos iniciar a expedição do Fórum pelo povoado de Itans, porque este é um dos nossos grandes exemplos de que é possível produzir explorando as potencialidades naturais da região da Baixada, a partir da correta capacitação e com foco no desenvolvimento e na geração de renda”, explicou o coordenador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, Flávio Braga.

Na expedição a Matinha, o prefeito Zé Martins foi acompanhado com o experiente Tonho Martins, que coordena a equipe de obras no município. Eles conheceram as iniciativas que garantiram o êxito da produção do pescado em Itans e uma visita aos tanques de produção para verificação da atividade produtiva. “Essas iniciativas nos inspiram a buscar soluções para que o nosso município de Bequimão seja mais produtivo e, com isso, nossa população consiga ser empreendedora e gerar renda para suas famílias”, apontou o prefeito.

Também participaram do evento os bequimãoenses João Martins, superintendente do Sebrae/MA, e Zé Inácio, deputado estadual.

Baixada

Com mais de 500 mil habitantes, a Baixada Maranhense é uma microrregião geográfica encravada às margens do Golfão Maranhense, formada por 21 municípios, que foi transformada em Área de Proteção Ambiental (APA) desde 1991. A economia da região é basicamente de subsistência e as principais atividades econômicas são extrativismo vegetal do babaçu, pesca artesanal e a pequena agricultura familiar.