Sebrae apoiará projeto de fazenda experimental de sururu em Bequimão

A instituição fará ações de acesso ao mercado, governança e planejamento do negócio, organização de compradores. O projeto fica em povoado localizado a 10 quilômetros da sede

O Sebrae no Maranhão dará apoio ao projeto de uma fazenda experimental de sururu no município de Bequimão. O anúncio foi feito pelo diretor superintendente da instituição, João Martins, logo após uma reunião com o vice-prefeito de Bequimão, Sidney Nogueira, o presidente do Sindicato dos Pescadores de Bequimão, Odoriel de Paricatíua, e a consultora Isabela Neiva Moreira.

De acordo com Martins, o Sebrae irá dar o suporte aos aqüicultores da fazenda experimental de Bequimão em várias frentes de trabalho. ”Vamos trabalhar para identificar acessos ao mercado, no planejamento do negócio, na organização da produção, passando pela venda a comercialização ao consumidor final, além da organização dos compradores e na governança do negócio”, explicou o diretor superintendente do Sebrae.

A fazenda está localizada no povoado de Paricatíua, distante 10 quilômetros da sede do município, e fica na foz do rio Itapetininga, que deságua na baía de Cumã, no litoral ocidental maranhense. O cultivo de Sururu é feito com a técnica de “long line”, em que o sururu é cultivado em grandes cordas esticadas ao longo da margem da foz do rio e hoje é mantida com o trabalho das populações ribeirinhas.

“Esta é uma alternativa de renda para estas populações que dependem da pesca artesanal e do extrativismo marinho em períodos de defeso. Estamos chegando a época da primeira colheita e o apoio do Sebrae será muito bem-vindo”, afirmou Sidney Nogueira, vice-prefeito de Bequimão.

FESTIVAL

Uma das primeiras ações agendadas durante a reunião foi a organização de um festival do sururu, que deverá acontecer em julho. “Será uma forma de divulgar o produto e ainda movimentar o turismo na região”, comentou Martins.

Além da Prefeitura Municipal de Bequimão, do Sindicato dos Pescadores de Bequimão e do Sebrae, o projeto da fazenda experimental de sururu do povoado de Paricatíua também conta com o apoio do Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) que viabilizou as consultorias que ajudaram a desenvolver o cultivo do sururu.

O apoio ao projeto da fazenda experimental de sururu do povoado de Paricatíua não é a única atividade de apoio aos pequenos negócios rurais que o Sebrae desenvolve em Bequimão. Desde 2015, a instituição apoia os criadores de ovinos e caprinos com consultorias e apoio às feiras e eventos na região.

Além disso, o Sebrae mantém projetos em piscicultura e a partir de 2016 passou a desenvolver os projetos de Desenvolvimento Econômico Territorial (DET) e Negócio Certo Rural, este último em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

 

Fonte: Comunicação Sebrae

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Cultivo de sururu avança em Bequimão como módulo experimental

O módulo experimental de cultivo de sururu implantado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) em Bequimão, vem apresentado resultados promissores e já mostra ser um bom exemplo a ser aplicado em outros municípios do estado.O projeto vem sendo acompanhado pela equipe da Sagrima e pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).

De acordo com a coordenadora de Apoio à Aquicultura da Sagrima, Isabela Neiva Moreira, o projeto tem tudo para ser um sucesso. “O marisco está se adaptando com rapidez às estruturas de cultivo adquiridas pela secretaria e promete ser um sucesso! A equipe está elaborando mais projetos experimentais pra serem implantados no Litoral Ocidental”, explica.
O primeiro povoamento foi feito em novembro, na comunidade praiana de Paricatiua. Mais de 30 habitantes do povoado já foram capacitados no manejo e cultivo de moluscos e agora tem na atividade mais uma fonte de renda. Para o presidente do Sindicato dos Pescadores Profissionais Artesanais, Aquicultores, Marisqueiros e Trabalhadores na Pesca do município de Bequimão-MA, Odoriel Barata, o suporte da Sagrima e dos parceiros do projeto está sendo fundamental. “O trabalho está indo muito bem, a comunidade está se dedicando e se interessando muito, porque é uma atividade nova, que a gente não tinha muita experiência e agora com a assistência, vamos ter um resultado muito bom”, explicou.

O sistema aplicado é o longline (linha longa), onde uma corda sustenta o sururu em cultivo. No projeto de Bequimão, o longline possui em torno de 70 metros e produzirá cerca de 100 kg de sururu por ciclo, onde cada ciclo tem duração de quatro meses. Magal, vice-prefeito de Bequimão, reforçou a importância da parceria entre instituições para o sucesso da produção.

“Estamos desde o ano passado nessa parceria com a Sagrima, para a implantação desse projeto pioneiro. Nossa cidade tem um potencial enorme para essas culturas, tanto sururu quando ostra. O prefeito Zé Martins continuará dando todo o apoio necessário para que esse projeto alcance seu objetivo final, que é gerar mais renda para nossas comunidades ribeirinhas” – destacou Magal.

O objetivo do projeto é já ter produção em escala comercial, como o que já acontece com o cultivo de ostras em Humberto de Campos, cujos produtos chegaram aos supermercados pela primeira vez em 2016. Esse projeto, por sua vez, será ampliado para Icatu e Primeira Cruz ainda este ano.

Para o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, o cultivo de sururu no estado tem grande potencial de crescimento. “Esse projeto será um importante complemento à renda de marisqueiros e pescadores do estado, dando a eles inclusive a possibilidade de inserção num mercado formal, abrangendo não somente o mercado maranhense, como outras regiões do país, já que é alta a demanda por esses mariscos”, explica.

SITE: Sagrima